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Bolsonaro bate recorde de gastos com cartão presidencial

sábado 26 de outubro de 2019| Edição do dia

Bolsonaro, que comemorou o fim da aposentadoria dos trabalhadores com a aprovação da Reforma da Previdência em segundo turno no Senado e que afirma descaradamente a suposta "necessidade" do arrocho fiscal, promove gastos escusos. Isso só prova que o projeto de Bolsonaro é descarregar a crise sobre as costas dos trabalhadores e que essa redução de gastos é para atacar às condições de vida de milhões.

De acordo com O Globo os gastos com os cartões corporativos da presidência são os maiores desde 2014. Entre fevereiro e setembro deste ano — a fatura de janeiro não é contabilizada por se referir a 2018 — a Secretaria de Administração do Palácio do Planalto, responsável pelas despesas para Bolsonaro, desembolsou R$ 4,6 milhões com seus cartões.

O valor é 24% maior do que os R$ 3,7 milhões consumidos no mesmo período do ano passado; 55% a mais do que os R$ 2,9 milhões de 2017; 62% acima dos R$ 2,8 milhões de 2016 e 26% superior aos R$ 3,6 milhões de 2015.

Protegidas pelo selo da segurança nacional, as compras para o reacionário presidente de extrema direita, são sigilosas. Essa é apenas uma mostra de que, cinicamente pretende manter seus privilégios e da casta de salários milionários, enquanto relega a maioria da população o sofrimento do crescente desemprego. Também afirma a aberração de que é preferível ter menos direitos e mais empregos do que o contrário, mostrando novamente sua face.

No marco dos absurdos não podemos aceitar que brinquem com nossas vidas. É preciso mirar no exemplo do Chile, que até então era exemplo de "país dos sonhos" de Bolsonaro e Guedes, onde a juventude e os trabalhadores com amplo apoio popular está mostrando como responder aos ajustes neoliberais. Através da luta de classes nos mostra que é possível garantir emprego e direitos, atacando os privilégios daqueles que vivem do nosso trabalho mas só nos dão migalhas.

Façamos como o povo chileno, contra a reforma da previdência e os ajustes de Bolsonaro!




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