Política

GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro aumenta o número de ultra-ricos enquanto ataca a aposentadoria dos trabalhadores

Numero de Ricos e Ultra-ricos aumentou com Bolsonaro, Paulo Guedes e Maia.

terça-feira 22 de outubro de 2019| Edição do dia

Numero de Ricos e Ultra-ricos aumentou com Bolsonaro, Paulo Guedes e Maia. Os dados são da Global Wealth Report, pesquisa da Credit Suisse, e revelam que número de ricos aumentou em 1/5, ou 19,34% nesse ano. O número, em 2018, era de 217 mil milionários, hoje chega a 259 mil. Estes tem patrimônio declarado superior a US$ 1 milhão de dólares.

Esse crescimento é ainda mais brutal para a categoria dos “ultra-ricos”, que são aqueles com patrimônio acima de 50 milhões de dólares: o Brasil “ganhou” 860 ultra-ricos, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que teve um aumento de 4,2 mil nessa categoria.

Tudo aponta para uma só conclusão: o governo de Bolsonaro está a serviço de beneficiar os mais ricos e descontar a crise nas costas da classe trabalhadora, com a aprovação de diversos ataques como a reforma da previdência, que distancia a possibilidade de aposentadoria para garantir o lucro dos capitalistas.

No primeiro ano de governo do Bolsonaro, vemos a taxa de desemprego num patamar alarmante, assim como um crescimento da informalidade. Tais índices mostram como com grande parte da população brasileira vem tendo suas condições de vida reduzidas e suas condições de trabalho precarizadas. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, cerca de metade dos brasileiros sobrevive atualmente com uma renda de R$ 413 mensais.

Somente com um governo operário as massas não serão privadas de ter condições de vida dignas, enquanto uma nata da sociedade detém um patrimônio exorbitante às suas custas. No cenário internacional, temos visto despontar processos de lutas de classes em diversos países: Equador, Catalunha, Haiti, Chile, entre outros que estão demonstrando a força que podem ter os trabalhadores e a juventude.

Esses processos apontam uma direção para enfrentar a crítica situação que também vivemos no Brasil, que não deve ser deixada para encarar somente em 2022, por vias eleitorais. É nas ruas, nos locais de trabalho e estudo, com os trabalhadores se organizando e tomando as lutas em suas mãos, que podemos derrotar esse projeto de país de abismos sociais que a extrema direita de Bolsonaro vem implementando no Brasil.




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