Mundo Operário

Bolsonaro atende empresários liberando funcionamento e veta auxílios para manicures e barbeiros

Como se não bastasse o absurdo argumento de que a liberação do funcionamento de academias e salões de belezas decretada por Bolsonaro é por se tratarem de “serviços essenciais”, agora o presidente quer vetar o direito dos trabalhadores desse estabelecimento de conseguir o auxílio emergencial de 600 reais.

terça-feira 12 de maio| Edição do dia

Ou seja, além de reafirmar seu desprezo pela vida das pessoas buscando atender os interesses dos patrões para permitir o funcionamento de atividades que claramente não são essenciais diante de uma pandemia, enquanto seguimos sem testes massivos sendo um dos países com a maior subnotificação do mundo, e com falta de máscaras e EPIs até mesmo para os trabalhadores da saúde, Bolsonaro tripudia dos trabalhadores querendo impedir que manicures e pedicures, barbeiros, esteticistas, depiladoras, maquiadores e demais profissionais da beleza tenham acessos ao auxílio emergencial.

Em abril, o congresso aprovou um projeto de lei ampliando as categorias que poderiam receber o auxílio emergencial do governo. E incluía os profissionais de beleza na lista. No entanto, o governo diz que essas categorias já estão contempladas na primeira lei sancionada por Bolsonaro, em 2 de abril. O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni,declarou para os senadores que o presidente vai vetar a nova lista feita pelo Congresso. Segundo ele, apenas dois grupos do projeto do Congresso serão sancionados por Bolsonaro: os de mães menores de idade e o de pais monoparentais. O anúncio foi feito por ele na sexta (8), numa audiência da comissão que acompanha a crise da Covid-19.

Bolsonaro com seu negacionismo busca usar da sua autoridade como presidente para publicar decretos que aprofundam a exploração dos trabalhadores em nome de proteger os lucros dos empresários, pois como ele deixou claro em seu governo sustentado por Mourão e os militares as únicas vidas que importam são as dos CNPJs das empresas. A política dos governadores, do Congresso Nacional e do "centrão" apesar de nas palavras defenderem o fica em casa, também segue obrigando milhares de trabalhadores a se expor aos riscos da pandemia, sem testes massivos, EPIs e principalmente não proibindo as demissões em massa e a redução salarial que vem afetando profundamente a classe trabalhadora. Não só os trabalhadores das academias e dos salões de beleza, como todos os trabalhadores devem receber imediatamente o auxílio emergencial, que inclusive deveria ser elevado para o valor de 2000 reais, o mínimo para sustentar uma família diante da crise. Esse auxílio deveria ver acompanhado do congelamento dos preços dos alimentos e a isenção no pagamento das contas de água e luz.




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