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Bolsonaro apoiou grupo de extermínio que matava jovens de periferias

Apoio foi feito em discurso na Câmara dos Deputados em 2003.

domingo 14 de outubro| Edição do dia

Não é de hoje que Bolsonaro profere seus discursos de ódio. São inúmeros exemplos que podemos citar. Um deles foi em 2003, no plenário da Câmara dos Deputados:

Quero dizer aos companheiros da Bahia — há pouco ouvi um parlamentar criticar os grupos de extermínio — que enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo. Se não houver espaço para ele na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o meu apoio, porque no meu estado só as pessoas inocentes são dizimadas. Na Bahia, pelas informações que tenho — lógico que são grupos ilegais —, a marginalidade tem decrescido. Meus parabéns!

Entre 2000 e 2002, foram quase 800 assassinatos registrados por grupos de extermínios no estado da Bahia, sendo a maioria deles jovens pobres e negros de periferia. Muitos casos eram ainda precedidos de tortura, com hematomas e unhas e dentes arrancados. Alguns desses grupos chegavam a cobrar apenas 50 reais para os assassinatos.

Esse discurso só mostra como Bolsonaro é uma grande ameaça a vida dos negros. Seu discurso de ódio foi responsável pela morte do Mestre Moa do Katendê, além de diversos outros ataques. Por isso, é necessário um grande levante negro para combater Bolsonaro e a extrema direita.

Ver Também: Às ruas por mestre Moa do Katendê: façamos um levante negro contra a extrema direita




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