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GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro altera estatuto e proíbe manifestação dos servidores do Coaf

Após ser empossado presidente da república, um dos primeiros decretos assinados por Bolsonaro reformulou o estatuto do Coaf para proibir servidores, conselheiros e presidente do órgão de manifestar sua opinião sobre processo pendente de julgamento no plenário.

sexta-feira 4 de janeiro| Edição do dia

Segundo o artigo 7° do decreto, é vedado ao presidente, aos conselheiros e servidores em exercício no Coaf “manifestar, em qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento no Plenário”

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) foi responsável por identificar movimentações suspeitas de Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flavio Bolsonaro senador eleito pelo Rio de Janeiro e filho do presidente Jair Bolsonaro. As movimentações identificadas como “atípicas” somam a quantia de R$ 1,2 milhão e foram realizadas ao longo de um ano entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Segundo declarações de Queiroz o dinheiro seria proveniente de “negócios com vendas de carros” e declarou não ser nenhum “laranja”.

Além da alteração no estatuto o Coaf também sofreu transferência do extinto Ministério da Fazenda para o novo Ministério da Justiça e Segurança Pública comandada por Sérgio Moro. A autonomia do recém empossado presidente do Coaf, Roberto Leonel, também foi aumentada podendo tomar “medidas de urgência” sem aguardar análise do plenário do conselho para dar mais “agilidade” ao andamento de processos.

Todas as mudanças são no mínimo curiosas já que o Coaf apontou irregularidades nas contas do ex-assessor e amigo próximo da família Bolsonaro que incluíram um repasse na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil, e que agora o órgão estará sob a guarda direta de Sérgio Moro.

Bolsonaro acaba de assumir a presidência e tenta de todas as formas jogar para debaixo do tapete da impunidade as diversas suspeitas e denúncias de envolvimento com possíveis atividades ilegais, assim como foi durante a eleição quando contou com a blindagem do judiciário golpista.




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