Política

JUDICIÁRIO AUTORITÁRIO

Bolsonaro agradece delação vazada por Sergio Moro, e diz de que deve mudar eleição

O mesmo Bolsonaro que tinha dito que não ia aceitar o resultado das eleições caso perdesse, agora comemora o vazamento seletivo de Sergio Moro e da Lava-Jato, que apenas a 6 dias da eleição vazou a delação de Palocci

sexta-feira 5 de outubro| Edição do dia

Bolsonaro, em sua entrevista dada à Record na noite de ontem (enquanto fugia do debate com os outros candidatos na Globo), parabenizou Palocci pela delação que foi vazada na última segunda-feira (1). “Parabéns ao Palocci”, disse o candidato do PSL.

O mesmo Bolsonaro, que nas primeiras declarações dadas desde o hospital Albert Einstein, dizia que não aceitaria o resultado das eleições caso perdesse, agora comemora a atuação seletiva da Lava-Jato e do judiciário brasileiro.

A delação vazada por Sergio Moro, faltando apenas 6 dias para o primeiro turno das eleições, veio com uma clara intenção do judiciário em interferir novamente no resultado eleitoral, afinal, a delação de Palocci já havia sido descartada há meses pelo MPF por falta de provas.

Pode interessar: Moro quer favorecer Bolsonaro vazando a delação de Palocci na semana das eleições

A Lava-Jato, que parecia ter adormecido, retornou nesta semana com suas medidas arbitrárias de vazamentos seletivos. Não à toa as vésperas das eleições. Isso está ligado com o veto arbitrário a que Lula dê entrevistas, pela decisão do ministro do STF Luiz Fux e com acatamento do presidente da Corte, Dias Toffoli.

Essas movimentações de Moro retomam movimentações para regular o processo eleitoral, escolhendo o momento preciso para divulgar declarações polêmicas sobre um dos principais concorrentes na disputa. Não sem ter impedido Lula de se candidatar, como forma de regular em quem a população pode ou não votar no dia 7 desse mês.

Sabemos que o PT não é alternativa para enfrentar a extrema direita e o autoritarismo absurdo do Judiciário: Haddad e Lula querem um pacto com a direita golpista e os mercados, que se mostra difícil de alcançar (e extremamente instável, caso seja alcançado). Entretanto, isso não pode desconsiderar todas as manobras golpistas para determinar o rumo das eleições, por parte da oligarquia judicial, das Forças Armadas e dos agentes do impeachment.




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