Bolsonaro afirma que vai expulsar Cesare Battisti, se eleito

quarta-feira 17 de outubro| Edição do dia

O candidato reacionário do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, utilizou a sua conta no Twitter para mais uma promessa caso seja eleito presidente da República. Escrevendo em português e posteriormente em italiano, ele informou que expulsará o refugiado político Cesare Battisti. Em suas palavras em rede social ’’como já foi falado reafirmo meu compromisso de extraditar o terrorista Cesare Battisti, amado pela esquerda brasileira, imediatamente em caso de vitória nas eleições. Mostraremos ao mundo nosso total repúdio e empenho no combate ao terrorismo. O Brasil merece respeito’’.

Com esta decisão absurda, Bolsonaro reafirma que não vai somente um passo para perseguir o italiano refugiado político, mas também é um passo para perseguir os movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos que se oponha ao candidato reacionário. Esta declaração contra Battisti, é mais uma prova de que Bolsonaro que vai avançar contra os direitos políticos elementares do país, endurecendo o regime o brasileiro, nem que pra isso alguém esteja fardado a morrer.

Quando Jair Bolsonaro fala em combater o terrorismo, ele quer combater os métodos de lutas das organizações de esquerda, inimigos número um dos ataques que está pretendendo implementar contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade. Para se enfrentar contra esse reacionário, é fundamental solidarizar contra todos aqueles que certamente irão ser perseguidos por Bolsonaro.

A Justiça italiana condenou Cesare Battisti à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas. Ele fugiu para o Brasil em 2004 e foi autorizado a viver no país pelo então presidente Lula. Esta condenação contra Cesare Battisti tem seus equívocos, pois possui mortes que colocaram na conta do militante italiano que ele estaria em outro lugar no momento do ocorrido, escancarando a perseguição política. Isto só mostra o tão absurda a decisão de Jair Bolsonaro em expulsar Battisti do país, ao passo que no Brasil aumenta os casos de agressões e mortes cometidas pelos seguidores do capitão reacionário do PSL.




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