Juventude

PROVOCAÇÕES DA DIREITA

"Bolsominions" da UFRGS criam grupo para estimular opressões na Letras

Diversos calouros da Letras foram adicionados em um grupo de Facebook administrado por Felipe Diehl, um fervoroso defensor de Bolsonaro e de outros absurdos da direita. Ele sequer é estudante do curso de Letras, mas antes mesmo de começar o ano letivo já iniciou suas provocações baixas.

sexta-feira 3 de fevereiro de 2017| Edição do dia

"Primeiramente, Bolsonaro Presidente. Em segundo lugar, sejam bem-vindos, bixos da Letras. Se vocês pretendem estudar, fazer da vida algo que preste e oprimir xs coleguinhxs, este é o grupo. Se querem só fumar um beck e obedecer o professorzinho comuna, o grupo é outro. Saudações." Esta é uma das postagens do grupo, administrado por Felipe Diehl e outras conhecidas figuras da direita na universidade.

Enquanto no grupo criado pelos verdadeiros veteranos do curso de Letras ocorriam debates sobre assuntos importantes aos novos estudantes, como informações para matrícula, horários das cadeiras, ênfase de cada curso, no grupo administrado por figuras da extrema direita, a principal postagem estimulava "oprimir os coleguinhas". Isso como se opressão fosse assunto de piada, e não gerasse inúmeros casos de violência todos os dias em nosso país. É preciso ser muito leviano e cruel para, além de defender os absurdos de Bolsonaro, estimular a opressão entre estudantes, que em poucos anos serão colegas de profissão.

Felipe Diehl é uma figura conhecida no curso de Letras e em todo o movimento estudantil. No ano passado ele invadiu um dos espaços de convivência do curso, vestindo sua camiseta de Bolsolixo, que as vezes parece que ele nunca tira, unicamente com o objetivo de provocar. Um professor do curso chegou a pedir que ele se retirasse. Na ocasião ele gravou um vídeo se fazendo de vítima, como se o fato de propagandear um político fascista, que destila ódio contra LGBTs e faz apologia ao estupro, não explicasse o convite a se retirar de um local muito frequentado por mulheres e LGBTs. Em seu Facebook ele exibe fotos portando armas de fogo, e é difícil saber quando ele está armado ou não na universidade.

Durante as ocupações contra a PEC 241/55 no ano passado, ele também esteve no Campus do Vale para provocar os estudantes que lutavam contra a medida do governo golpista. Na ocasião, ele foi expulso pelos estudantes.

Em uma atividade organizada pelo Esquerda Diário na UFRGS em 2016, chamada Ciclo de Debates Marxistas, ele também esteve presente, novamente com a camiseta do Bolsonaro. Gravando, ele tentou provocar os debatedores com perguntas rasas e bobas, mas não conseguiu nenhuma imagem para se fazer de vítima, pois ninguém caiu em suas provocações. Ele resolveu, então, postar um vídeo debochando de uma das pessoas que estava no público do debate, ridicularizando a dificuldade de se expressar que a pessoa tinha, demonstrando toda a sua baixeza e falta de maturidade.

Essas são só algumas demonstração do baixo nível da direita defensora de Bolsonaro. A primeira deste ano foi criar um grupo para difamar a esquerda entre os calouros e para incentivar opressões no curso de Letras, primeiro curso ocupado em 2016 na UFRGS, na luta contra a PEC e os ataques do governo. Não se pode deixar intimidar com essas provocações. É necessário se organizar para enfrentar não só os ataques da direita na universidade, mas também para enfrentar os grandes ataques que Temer pretende aprovar em 2017.

O Esquerda Diário disponibiliza também seu espaço para publicação de denúncias de estudantes da Letras e de outros cursos que sofrerem perseguição de Felipe Diehl e outras figuras da direita na universidade.




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