Economia

RECESSÃO

Bolsa brasileira cai mais de 10% e tem 6º ’circuit breaker’ em oito dias

Já é o 2º circuit breaker da semana, em apenas 3 dias. Apenas na semana passada, o sistema foi acionado por quatro vezes.

quarta-feira 18 de março| Edição do dia

Imagem: Xinhua/Wang Ying

O ’circuit breaker’ foi acionado às 13h18, quando o Ibovespa recuava 10,26%, a 66.961 pontos. Quando as negociações atingem queda de 10%, o primeiro circuit breaker é acionado por 30 minutos. Após o retorno do mercado, caso seja atingido 15% de recuo, uma pausa é realizada novamente, mas, desta vez, de uma hora.

Ontem, terça-feira, o Ibovespa fechou em leve alta de 4,85%, a 74.617 pontos. Na segunda feira, o mercado fechou em queda de 13,92%, aos 71.168,05 pontos. Ou seja, já é o 2º circuit breaker da semana, em apenas 3 dias. Apenas na semana passada, o sistema foi acionado por quatro vezes. Segundo a Folha de São Paulo, a pior semana para a bolsa de valores brasileira desde a crise de 2008.

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Mesmo com a atuação de Bancos Centrais ao redor do mundo de injetar moeda sem lastro, livrando dívidas e perdoando impostos para as grandes empresas não está sendo suficiente para impedir o pânico dos mercados no temor de uma nova recessão global.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, liderou as perdas na Europa, fechando em queda de 5,94%, aos 3 754,84 pontos, com as ações do Airbus Group em queda de 22,17% e as da Peugeot, de 13,09%. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 4,05%, aos 5.080,58 pontos.

A menor perda se deu na Itália, cujo índice FTSE MIB encerrou o pregão com baixa de 1,27%, aos 15.120,48 pontos, após oscilações no campo positivo. As ações da Fiat cederam 10,85%. Já o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, caiu 5,56%, a 8 441,71 pontos.

O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, fechou com perda de 3,44%, a 6.274,80 pontos, enquanto o PSI 20, da Bolsa de Lisboa. cedeu 5,03%, a 3.641,80 pontos.

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A situação econômica global apenas detona as tendências recessivas que já vinham em maior ou menor grau latentes na economia anteriormente.

Esta situação reafirma que as respostas capitalistas que são pautadas em retirada de direitos e ataques profundos à classe trabalhadora não são soluções para a crise econômica. Pelo contrário, os aspectos estruturais desta crise são decorrentes do próprio apodrecimento do sistema capitalista que é incapaz de resolver as demandas que ele própria gera, e para manter seu sistema de exploração e opressão, tem arrastado a maioria da população a situações de miséria e violência. Em relação ao Coronavirus são os trabalhadores que já estão pagando por esta crise.




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