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GOLPE NA BOLÍVIA

Bolívia: quinta-feira marcada por fortes mobilizações contra o golpe

Nesta quinta-feira, a mobilização maciça em La Paz se repete. Desta vez, é sobre os camponeses de Viacha, que estão cercando a Plaza Murillo (onde fica a sede do governo), gritando "Añez golpistan o povo não te quer".

quinta-feira 14 de novembro de 2019| Edição do dia

O centro de La Paz é novamente nesta quinta-feira o cenário de massivas mobilizações. Desta vez, é foram os camponeses de 20 províncias que cercam a Plaza Murillo com o grito "Áñez golpista, o povo não te quer"", "Mesa, Camacho, outubro não se esquece" e "a wiphala se respeita".

Enquanto os habitantes de El Alto, que protagonizaram as marchas na terça e quarta-feira, estavam divididos sobre a possibilidade de descer ou não à La Paz, nesta quinta-feira a força maior foi dada pelos camponeses que vieram aos milhares rumo ao centro político do país e estavam cercando a Plaza Murillo. Nas imediações da Assembleia Legislativa, fortemente militarizada, os agricultores da Viacha se manifestaram contra o golpe e em rejeição à autoproclamada presidente Jeanine Áñez.

Há relatos de que o Exército e a Polícia teriam militarizado a cidade de Sacaba para impedir a marcha dos plantadores de coca de Cochabamba, que anunciaram o início das ações de mobilização em direção a La Paz. Também hoje, o governo boliviano ameaçou a jornalistas nacionais e internacionais

Apesar da repressão e dos ataques da direita e da política de Evo Morales e dos legisladores do MAS, que nesta manhã reconheceu Jeanine Áñez como presidente durante o processo de transição, legitimando o golpe, a resistência ainda permanece como mostra a mobilização maciça nesta quinta-feira. Em troca, as discussões e divisões em El Alto mostram o papel desmobilizador que o MAS pode desempenhar ao concordar em fazer uma transição com os conspiradores do golpe.

Veja a assembleia do Cabildo popular na plaza San Francisco de La Paz:




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