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Bolívia: Os golpistas proscrevem Evo Morales

Em uma coletiva de imprensa do presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), Salvador Romero, anunciou oficialmente que Evo Morales está inabilitado. De manhã, a senadora do MAS, Adriana Salvatierra, declarou que estava descartando manifestações se Evo e Pary (ex-chanceler) fossem proscritos.

sexta-feira 21 de fevereiro| Edição do dia

Esta resolução do TSE era previsível, uma vez que a oposição - cívica, clerical, empresarial, policial e militar - precisa de um processo eleitoral "a sua medida", visando o objetivo maior: vencer o MAS de qualquer maneira. Por isso, eles também prenderam várias das principais figuras públicas desse partido e tem quase 600 ex-funcionários investigados em diferentes níveis. Pese essa toda situação, o MAS não para de negociar com os golpistas. Um exemplo disso, vemos nas declarações da senadora Adriana Salvatierra, que durante a manhã de hoje disse que o MAS, em nenhum momento, falou sobre mobilizações e que só se manteriam em um estado de atenção a respeito de como trabalha o TSE, aceitando antecipadamente a proscrição de Evo Morales como candidato a primeiro senador por Cochabamba.

Com essa declaração abertamente conciliadora e a horas do TSE emitir a resolução sobre Evo Morales, o MAS novamente deu uma carta branca para que os golpistas pudessem continuar avançando no controle do processo eleitoral.

A direita sabe que se proscrevesse o candidato a presidente do MAS, Luis Arce Catacora, e Evo Morales, seria brutalmente reacionário e eles precisariam cuidar da "maquiajem democrática" do que chamam de governo de transição e seu processo eleitoral. Isso colocou um limite para livrar Arce, mas eles conseguiram se livrar de Evo Morales, que é, sem dúvida, o candidato mais forte desse partido.

Evo Morales, depois de receber a notícia, qualificou essa resolução como um golpe à democracia e que o objetivo final é a proibição do MAS:

Consultado pelo Izquierda Diario, Javo Ferreira, dirigente do LOR-CI, disse que:

"Desde o LOR-CI, repudiamos a resolução do TSE que evidencia o carácter golpista e antidemocrático do movimento cívico de outubro e novembro que deu ao governo de Áñez e a este tribunal eleitoral. Embora não damos nenhum apoio político ao MAS, nem Evo Morales, por seu caráter profundamente reformista que abriu o caminho para o triunfo da velha direita neoliberal e que hoje, apesar dos perseguidos, dos presos políticos, dos torturados de El Alto e dos mortos, continua a negociando e negociando, repudiamos os ataques dessa direita golpista e os mecanismos de perseguição política que, neste caso, se traduzem na proscrição do principal dirigente do partido mais votado no país.”




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