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Bolívia: Abaixo o golpe cívico militar religioso!

Veja a declaração da Liga Operária Revolucionária, organização irmã do MRT na Bolívia, frente ao golpe de Estado protagonizado pela oposição direitista, pela polícia e pelos militares.

segunda-feira 11 de novembro| Edição do dia

Hoje se consolidou, após uma ofensiva direitista que deu um salto com o motim policial dessa sexta, 8 de novembro, um golpe cívico, policial e militar, com o presidente do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, empresário e fanático religioso, Luis Fernando Camacho à cabeça. Evo Morales convocou novas eleições gerais e anunciou renovação do TSE. Porém, este anúncio chegou tarde frente à ofensiva do movimento cívico policial e, enfim, militar.

O próprio governo do Movimento al Socialismo (MAS), que vem abrindo caminho para o fortalecimento desta direita que agora saiu em revanche com maior força, e neste momento o MAS entrega sem resistência sua renúncia. A renúncia acelerada de governadores, ministros, deputados e outros funcionários, assim como a resposta da Central Operária Boliviana (COB) de que se “para pacificar o país é necessária a renúncia do presidente, então que renuncie”, terminou de mostrar e inclinar a balança da correlação de forças, consolidando o triunfo golpista.

Camacho entregou a carta de renúncia no palácio com uma bíblia na mão e solicitou que se forme um governo transitório cívico-militar. Evo Morales permaneceu preso à sua própria confiança em um organismo imperialista como a OEA, que como era previsto, emitiu um relatório que terminou de legitimar a ofensiva direitista fortalecendo o movimento cívico e permitindo uma vergonhosa interferência imperialista no país.

A partir da Liga Operária Revolucionária (LOR-CI - organização irmã do MRT na Bolívia) temos combatido esta ofensiva direitista desde seu início no dia 20 de outubro, e hoje repudiamos e continuaremos combatendo este golpe cívico policial e militar a serviço das igrejas, do agronegócio e dos empresários. Como se discutiu no Encontro operário, camponês, estudantil e popular, espaço de caráter independente a partir de onde repudiamos energicamente a ofensiva direitista, agora mais do que nunca é necessária a auto-organização da classe trabalhadora, o movimento camponês, o movimento indígena, o movimento estudantil, o movimento de mulheres, as diversidades sexuais e todos os setores populares, para enfrentar de maneira independente este novo avanço da direita mais reacionária, que virá com tudo contra nossas conquistas.

Chamamos a todas as organizações sindicais, de esquerda, feministas, de direitos humanos, a nos organizarmos e combater este cenário.

Liga Operária Revolucionária LOR-CI




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