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Boeing fechou com Temer a posse de 51% da nova Embraer totalmente privada

segunda-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

A proposta da Boeing, que a daria 80 a 90% da nova empresa criada no processo de venda da Embraer e a tornaria a principal concorrente da europeia Airbus, foi recusada e a multinacional norte-americana fechou com Temer a proposta de ficar com 51%. Uma das propostas da Boeing que foram recusadas era que o governo brasileiro desistisse da “golden share” que tem desde que a empresa foi privatizada.

Mesmo sendo uma empresa com apenas 5% de controle estatal brasileiro, o Governo Federal tem o poder de veto sobre decisões estratégicas através de uma “golden share”. Ou seja, Temer decide qual empresa imperialista ficará com que porcentagem da nova Embraer.

Desde as últimas negociações, como noticiamos aqui, a novidade é esse acordo de 51%. Nem a Boing nem a Embraer se pronunciaram ainda, mas o ministro da defesa, Raul Jungmann, disse que caminhavam bem as negociações sobre a criação de uma terceira empresa.

Em meio a essas disputas entre empresas imperialistas com a mediação do governo brasileiro quem sofrem são os trabalhadores, com os iminentes riscos de demissões que sofrem desde 2016.




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