Gênero e sexualidade

8M - CAMPINAS

Bloco do Pão e Rosas em Campinas grita contra o avanço do golpe e pelo direito das mulheres

Na manhã deste sábado, 3, o grupo de mulheres Pão e Rosas saiu às ruas de Campinas para defender os direitos das mulheres e combater o avanço do golpe contra os trabalhadores. O ato aconteceu no centro da cidade e foi parte das manifestações do dia 8 de março, dia internacional de luta das mulheres.

sábado 3 de março| Edição do dia

Com a indignação e revolta que marca o cotidiano das mulheres no nosso país, as levaram às ruas a denúncia do feminicídio de Maria de Fátima, mais uma mulher brutalmente assassinada na cidade que chamou atenção internacional por seus casos de feminicídio, onde o prefeito Jonas é conivente e os vereadores querem proibir a discussão de gênero nas escolas, através do Projeto Escola Sem Partido.

Contra a negligência destes políticos e em defesa da vida das mulheres, as jovens e trabalhadoras do Pão e Rosas defendem um Plano de Emergência contra a Violência às Mulheres que pode ser lido integralmente aqui.

O momento nacional é de avanço do golpe institucional com diversos ataques do governo Temer e do Judiciário às condições de vida, trabalho e aos direitos elementares das trabalhadoras e trabalhadores, bem como suas famílias e toda a população pobre. Por isso as mulheres do Pão e Rosas levaram também às ruas seu repúdio à Reforma Trabalhista e ao aumento irrestrito da terceirização, que tornam ainda mais precário o trabalho que realizam, assim como repudiam a intenção de votação da Reforma da Previdência. Também repudiam e exigem a retirada das tropas do Rio de Janeiro, onde a intervenção, ao contrário de ser uma resposta à crise social, aumenta a violência e oprime ainda mais centenas de milhares de mulheres e suas famílias, na maioria negras.

As mulheres do Pão e Rosas participaram também deste ato com a exigência às organizações de mulheres que estão nas maiores centrais sindicais do país, a CUT e a CTB, com peso de direção do PT, para que deixem de dar trégua aos golpistas e comecem urgentemente a organizar um plano de luta nacional, para que a mobilização e força dos trabalhadores possa derrotar cada um dos ataques já desferidos e derrotar os golpistas, rumo a uma greve geral. Somente através da organização e luta das mulheres junto à classe trabalhadora é que essa realidade de violência e ataques aos direitos democráticos poderá ser mudada.

Assistam à arrepiante fala da trabalhadora dos Correios, Natália Mantovan:




Tópicos relacionados

8M2018   /    Pão e Rosas   /    Mulheres   /    Feminicídio   /    Golpe institucional   /    Gênero e sexualidade

Comentários

Comentar