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CARNAVAL 2018

Bloco de carnaval no Rio tem como tema “Sai daí Crivella” em defesa da cultura popular

O bloco “Simpatia é quase amor” vem pensando o seu tema desde dezembro, e neste sábado seus foliões desfilaram com suas camisas que continham os escritos “Sai daí cri cri cri crivella”.

segunda-feira 5 de fevereiro| Edição do dia

O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella vem gradativamente ameaçando a cultura popular do Rio de Janeiro. Começou pelas perseguições à cultura negra ao impedir o samba na Pedra do Sal, também tentou impedir os Tambores de Olokun de ensaiar em praça pública, além de dificultar a licença para inúmeros blocos de rua durante o ano de 2017.

Ademais, o prefeito tentou criar uma arena junto com a RioTur, na Barra, para segregar o carnaval. A prefeitura anunciou em dezembro que os blocos de carnaval deveriam obrigatoriamente ocorrer ali. Ou seja, um evangélico conservador no poder tentando de todas as maneiras impedir que as manifestações que não estão ligadas à sua igreja aconteçam.

Mas isso não passou despercebido neste carnaval. O bloquinho “Simpatia é quase amor” confeccionou suas camisetas em protesto, e seus foliões desfilaram manifestando sua indignação em relação a esses ataques à cultura popular, pois Crivella também retirou dinheiro do carnaval do Rio de Janeiro.

É muito bom que festejemos, que comemoremos as festas populares e ainda mais que façamos desses espaços, um espaço de debate político ao nos manifestarmos de diferentes formas. Porém é necessário ir por mais. A luta contra todas as arbitrariedades dos conservadores, dos políticos que nos atacam deve ser mesmo nas ruas. Mas deve ser constante, organizada e incansável, até que tiremos do poder esses parasitas que enriquecem às nossas custas.

Que o carnaval se imponha apesar das proibições de Crivella, que as pessoas festejem um dos únicos momentos em que é possível se libertar no capitalismo, que é o carnaval. Mas que mantenhamos um olho na folia e o outro em todos os ataques apoiados por esses conservadores, como a reforma da previdência e o avanço da direita reacionária e seus dogmas sobre a população.




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