Educação

UFMG

Biologia toma a frente na UFMG: nova paralisação das aulas contra ataques à educação

Parte das aulas no curso de Ciências Biológicas não aconteceram nesse dia 5 de outubro. Mais de 200 estudantes fizeram uma paralisação contra a PEC 241, o PL257 e a MP 746 de Reforma do Ensino Médio. O dia contou com uma mesa de debate, exibição de filme e nova assembleia do curso que votou plano para continuidade da luta.

quarta-feira 5 de outubro| Edição do dia

Na última segunda-feira (3) os estudantes de Ciências Biológicas haviam se reunido em assembleia convocada pelo Diretório Acadêmico do curso e votado este dia de paralisação. Esta foi mais uma ação contra os ataques à educação do governo golpista de Michel Temer, como a PEC 241 que quer congelar os gastos em educação e saúde por 20 anos, a MP 746 de “reforma” do Ensino Médio que quer precarizar ainda mais a educação pública e o PL 257 que quer atacar os direitos dos servidores públicos.

Além de aprofundar o entendimento sobre esse pacote de ataques à educação, as discussões e principais falas e decisões do dia foram sobre como radicalizar a resistência. Se exigiu muito do DCE da UFMG e dos C.A.s e D.A.s que organizem a mobilização estudantil desde a base, envolvendo o máximo possível de estudantes em cada assembleia de curso e discutindo democraticamente o caminho da luta.

O dia 5 foi chamado como um dia nacional de paralisação em defesa da educação pela CUT e CNTE, mas por não ter sido construído com assembleias ficou somente nas palavras. Em poucos lugares, como na Biologia, houve paralisações reais.

Saiba como foi o dia:

A mesa de debates que começou às 9:00 com a presença de mais de 70 estudantes teve como título “PEC 241, PLP 257 E MP746: Como parar os ataques à educação?” e contou com a participação de professores e estudantes mobilizados sobre o assunto.


Mesa de debate

Flavia Valle, professora de sociologia e ex-candidata a vereadora com expressiva votação em Contagem, explicou o papel que os jovens cumprem como sujeitos sociais e que a MP 746, mesmo com o recuo do governo golpista que agora não considera as disciplinas obrigatórias, afeta professores, precarizando as aulas, fazendo com que eles tenham que trabalhar em mais escolas e em mais horários, além de formar estudantes sem senso crítico.

A mesa também contou com a presença da estudante de Ensino Médio Mari Freitas, parte do Grêmio Margem Esquerda que organizou a paralisação da última semana na Escola Estadual Helena Guerra em Contagem. Ela destacou a importância do apoio dos professores e que os estudantes devem tomar nas mãos os rumos da escola e do próprio futuro, de maneira organizada e unificada.

Valéria Alves, pesquisadora, professora da UFMG e integrante do Diretório Acadêmico da Biologia, explicou sobre PEC 241 e como essa medida reacionária irá afetar a universidade, além de dar um resumo do processo de tramitação desse projeto de emenda constitucional que está em andamento em Brasília.

Pammella Teixeira, coordenadora geral do D.A. Bio, finalizou a exposição da mesa buscando responder à pergunta proposta no tema da mesa “como parar os ataques à educação?”. Disse que é preciso confiar no conjunto dos estudantes e na organização e mobilização desde a base e com radicalização, como vêm fazendo os estudantes da Biologia. Disse também que é preciso exigir da CUT, CTB e UNE que façam o que não fizeram na luta contra o golpe da direita e convoquem uma greve geral organizada desde a base.

Às 15:00 foi exibido o filme “Acabou a paz: isto aqui vai virar o Chile!”, que conta sobre a inspiradora vitória dos secundaristas de SP no fim de 2015 sobre o governador Geraldo Alckmin, que barraram a reorganização escolar.


Exibição de filme

Às 17:00 aconteceu a assembleia com mais de 100 estudantes, onde se expressou enorme disposição de luta do curso e a decisão de defender a pesquisa e a ciência para defender o futuro de toda a sociedade. Foram votadas novas medidas de luta que em breve serão divulgadas.




Tópicos relacionados

Educação   /    Belo Horizonte

Comentários

Comentar