Bilionário defensor da cloroquina é novo secretário de pasta no Ministério da Saúde

O bilionário Carlos Wizard, fundador da franquia de escola Wizard e outras franquias como Mundo Verde, é o novo nome a assumir o cargo de chefe da secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE).

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

Carlos Wizard que já atuava como conselheiro de Assuntos Estratégicos no Ministério da Saúde confirmou o convite feito pelo general Eduardo Pazuello, atual ministro interino da Saúde, com quem trabalhou junto na xenofóbica Operação Acolhida em Roraima contra os e migrantes venezuelanos.

A pasta que o bilionário assumirá, que estava sem chefe desde 22 de maio depois da saída de Antonio Carlos Campos de Carvalho, é considerada estratégica já que coordena as parcerias com empresas privadas para a fabricação de medicamentos e insumos, que além de analisar os insumos que estarão disponível no SUS é também responsável por analisar os medicamentos de tratamentos para Covid-19, como a cloroquina tão defendida por Bolsonaro.

A cloroquina tão defendida por Bolsonaro para o tratamento da Covid-19, que teve sua aprovação para o tratamento da doença mesmo sem comprovações científicas que aprovem sua eficácia foi recomendada por Pazuello para pessoas com sintomas de Covid-19 que ainda não possuem diagnóstico da doença confirmado. Carlos Wizard mostrou seu entusiasmo a utilização do medicamento em entrevista mostrando que existe uma questão ideológica em volta do medicamento e que ele é usado a vários anos.

A nomeação de um bilionário que não está envolvido na área da saúde não só demonstra que o ministério está distante de seguir critérios técnicos e para solucionar de fato a crise sanitária, que já é visível nos próprio pronunciamentos Bolsonaro, mas também deixa claro que o governo Bolsonaro governa para os interesses da iniciativa privada que em seu governo estará muito bem representado, demonstrando mais uma vez que o não está interessado com a vida dos trabalhadores e do povo pobre que morre com a falta de leitos e UTIs.

Somente os trabalhadores, com independência de classe, podem dar uma saída efetiva para a crise sanitária e polícia no país. É necessário levantar o Fora Bolsonaro, mas também o Fora Mourão e militares, mas sem nenhuma confiança nos Congresso, STF ou governadores que também atacam os trabalhadores, é através de uma Assembleia Constituinte e Soberana que os trabalhadores possam decidir efetivamente sobre os rumos para uma saída dessa crise com uma perspectiva revolucionária.




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