Sociedade

PRIVATIZAÇÃO

Bilheteria terceirizada causa filas intermináveis e transtorno a usuários do Metrô de SP

Vejam vídeo de fila interminável na bilheteria da estação Vila Prudente do Metrô de SP. O avanço da privatização dos transportes na cidade causa transtorno a usuários.

quarta-feira 21 de fevereiro| Edição do dia

Na noite desta segunda-feira houve caos e filas imensas na estação Vila Prudente da Linha 2 - Verde do metrô, recentemente privatizada e entregue ao grupo Liderança. As imagens gravadas pelos usuários mostram que apenas um guichê estava aberto enquanto mais de 100 pessoas aguardavam na fila para poder comprar seu bilhete. O fluxo de usuários se deu por conta da saída da universidade que existe ao lado da faculdade, no retorno às aulas. Veja abaixo o vídeo feito por um usuário:

As bilheterias da linha 2 verde foram entregues no início deste mês à iniciativa privada como parte do plano de privatização do metrô de São Paulo, que já possui todas as bilheterias da Linha 5 - Lilás também privatizadas. Apesar do Governador Geraldo Alckmin alegar que a privatização se faz necessária para a melhora do serviço aos usuários, o que tem se visto é uma redução abrupta do quadro de funcionários e maiores filas, que pode ocasionar problemas de segurança aos usuários, pela ausência de funcionários para atender possíveis casos de distúrbios no sistema, como paralisações prolongadas motivadas por falhas técnicas ou mau súbitos que podem acometer os usuários, como desmaios e quedas, casos de epilepsia ou paradas cardíacas, que caso não sejam imediatamente atendidas podem levar os usuários ao óbito.

Felipe Guarnieri, operador de trem da Linha 1 Azul, comentou: "É um absurdo o que o Governo do Estado e a direção do metrô faz com a população. A negligência com os usuários irá se tornar cada vez mais presente, na medida em que os lucros dos empresários aumenta. Nós, do movimento Nossa Classe defendemos um Metrô público e gratuito sob controle dos trabalhadores e da população".

Até o momento o metrô de São Paulo não se pronunciou sobre o caso.




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