Política

Beto Richa é impedido de votar em seu colégio, ocupado pelos estudantes

domingo 30 de outubro| Edição do dia

O repressor tucano Beto Richa, governador do Paraná, teve o local de votação transferido por causa das ocupações: ele costuma votar no Colégio Estadual Amâncio Moro, que está tomado por alunos. Por causa disso, votou numa escola particular.

"Está na hora de todos se conscientizarem e pararem com essa brincadeira. Isso não leva a nada", afirmou.

Mais de 1000 escolas foram ocupadas por estudantes no Paraná nas últimas três semanas, em protesto contra a reforma do ensino médio proposta pelo governo federal e a PEC 241.

Richa, que não pôde votar como de hábito por conta da exemplar luta educativa, já provou que a luta estudantil "leva a algum lugar" e pode se estender se adotar uma política de coordenação local e nacional, junto aos universitários das Federais e aos trabalhadores, que também são afetados pela PEC do teto de gastos.

Na quinta (27), o governo estadual conseguiu ordens de reintegração de posse de 25 colégios em Curitiba. "Vamos tentar o diálogo de todas as formas. O uso da força seria a última alternativa", afirmou, sobre o uso da Polícia Militar no cumprimento das ordens.

Ou seja, a ordem de Richa é seguir a repressão que aplicou aos professores do Paraná, pois as grandes batalhas sociais que encabeça a juventude constitui "caso de polícia" para os tucanos.

O combate dos estudantes da rede pública do Paraná, ocupando mais de 1000 escolas, é um grande exemplo e um atestado de repúdio à atuação dos golpistas e do autoritarismo judiciário da Lava Jato. É um grande exemplo que precisa triunfar, e o temor que gera explica as evasivas de Moro, Gilmar Mendes e os políticos golpistas que disputam o segundo turno em Curitiba.




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