Bebê atingido por bala perdida na barriga da mãe, morre depois de 30 dias de vida

Durante a breve vida de Arthur, mais 86 pessoas foram vítimas de bala perdida no Rio de Janeiro.

terça-feira 1º de agosto| Edição do dia

Entre as mortes estão aquelas que foram por mão diretamente da polícia, como a morte da menina Vanessa dos Santo em frente a sua casa com um tiro na cabeça e Bryan Eduardo Mercês atingido nas costas em uma briga de trânsito.

Arthur não teve sequer a oportunidade de sair do hospital e sua mãe, Claudineia dos Santos, perdeu o direito à maternidade quando foi atingida na barriga voltando para casa de uma mercearia. Em média são 3 mortes por dia no Rio de Janeiro.

Temer enviou a Força Nacional para lidar com o tráfico e o resultado é a morte constante de inocentes. Note que quando a Força Nacional não está lá esse número é bem menor, o que comprova que a presença do aparato militar no estado só tem aumentado as mortes, pois violência é a marca da polícia.

A maioria dos laudos da polícia aponta que os tiros vieram de traficantes, mas um tiroteio não se inicia se não há um ataque da polícia primeiro. Ou seja, essas mortes e o sangue dessas pessoas estão na conta do golpista Temer e da polícia.

Dos 86 casos oficiais (não se sabe sobre os não-oficiais), 20 aconteceram na Baixada Fluminense, no mesmo local em que o bebê Arthur foi baleado. Sobre o caso do bebê a polícia diz que ainda não identificou o autor do disparo, mas como sempre nos registros oficiais, coloca a culpa nos traficantes, como se fosse possível que os traficantes tivessem todo o aparato armado da polícia.

Violência não se trata com mais violência. A história do Rio de Janeiro é marcada por intervenções bruscas e se foi possível o surgimento do tráfico no Rio de Janeiro, a responsabilidade é toda do estado brasileiro que não assiste e nunca assistiu sua população. O que o capitalismo tem a oferecer as nossas crianças é a morte, e é por isso que ele não dá mais!




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