METRÔ SP

Basta de perseguições e demissões! Unidade para barrar a repressão!

Desde o golpe, e ainda mais desde a eleição de Bolsonaro como seu herdeiro, vivemos um momento de ofensiva contra as liberdades democráticas, em particular ao direito de organização das trabalhadoras e trabalhadores em todo o país. No estado de SP isso ganha um contorno ainda mais forte, pois há uma competição entre Bolsonaro e Doria para ver quem se mostra mais duro contra os trabalhadores, e mais capaz de atender aos anseios dos capitalistas por atacar nossos direitos ainda mais do que já fizeram.

sexta-feira 6 de setembro| Edição do dia

Nós, metroviários, estamos no centro disso. A importância do metrô permite que nossa paralisação seja uma referência importante nas greves unificadas, e que campanhas como nossos coletes contra a reforma da previdência conquistem um grande alcance e possam ter muito apoio. E por isso mesmo Doria, com Silvani Pereira como seu indicado à presidência do Metrô, quer nos fazer de exemplo, no sentido oposto, calando nossa voz.

É o que temos visto com as dezenas de demissões após a greve de 14J – em particular desde a aprovação da reforma da previdência em primeiro turno -, para intimidar nossa categoria. Com as advertências pelo uso do colete contra a reforma, durante a campanha salarial, que revertemos graças a nossa organização e ao apoio popular que conquistamos. Com os ataques às CIPAs, e advertências e perseguições a cipistas que denunciam o assédio moral, como na Linha 2. Também as suspensões e advertências contra diretores do nosso sindicato por criticarem os ataques ao Metrô nas redes sociais e até por expressarem opiniões contra o governo em nossas setoriais. E em geral o uso do novo Código de Ética e da avaliação de desempenho como instrumentos para perseguir e espalhar o medo na categoria.

Por isso nós da chapa 4- Nossa Classe Metroviários consideramos necessária uma ampla unidade em defesa do nossa liberdade de organização, inclusive nesse momento das eleições, e por isso chamamos todas as chapas a impulsionar já uma campanha em comum, com materiais de denúncia dessa ofensiva repressiva, e abrindo essa discussão com centralidade nas setoriais, para a partir daí definir ações unificadas para que nossa categoria possa mostrar à direção do Metrô e a Doria que não aceitaremos mais nenhuma punição ou perseguição.

Chamamos especialmente as Chapas 2 e 3, que são compostas por correntes de esquerda, a encamparem esse chamado e batalharem para que essa unidade em defesa do nosso direito de lutar seja efetiva, pressionando para que CTB e CUT que hoje são maioria do sindicato tomem como prioridade a luta contra a repressão e tenhamos uma campanha com toda a força do nosso sindicato, pois precisamos impedir que calem nossa voz!




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