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UFRGS | Basta de filas e precarização nos RUs! Pela efetivação das terceirizadas sem necessidade de concurso!

Filas enormes, trabalhadores sobrecarregados e estudantes tendo que escolher se comem ou se chegam no horário no trabalho e na aula. Essa é a realidade do retorno presencial precário imposto pelo interventor Bulhões que decidiu descarregar nos estudantes, principalmente nos cotistas, e nos terceirizados os cortes bilionários de Bolsonaro na educação.

terça-feira 28 de junho | Edição do dia

Foto: Ramon Moser

Nós da Faísca Revolucionária nos colocamos ao lado dos trabalhadores que mantém a universidade de pé. Por isso, começamos uma campanha pela efetivação de todos os terceirizados e por mais contratações.

Bolsonaro aproveitou a pandemia para aplicar seu projeto ultraneoliberal sobre os trabalhadores e a juventude, elegendo a educação uma de suas maiores inimigas. Para se ter ideia do rombo, nos últimos 7 anos, começando ainda no governo do PT, foram cortados 83,8 bilhões de reais da educação e ciência, podendo chegar a 98,8 bilhões (!) até o fim de 2022. Na UFRGS, o interventor Bulhões aplica os cortes justamente sobre os trabalhadores terceirizados, demitindo-os, afastando-os, piorando suas condições de trabalho. E também sobre a permanência estudantil, cortando bolsas, desligando estudantes e burocratizando seu acesso às políticas de assistência.

Esse projeto busca elitizar cada vez mais a educação, sucateando e desmontando as universidades públicas, reservando à juventude o trabalho precário e reservando à imensa massa trabalhadora que mantém a universidade de pé, o trabalho terceirizado, majoritariamente feminino, sem direitos e extremamente precarizado. Esses trabalhadores e trabalhadoras são tratados como se fossem invisíveis, mas são eles que garantem que a dita universidade de excelência seja frequentada todos os dias por milhares de estudantes e professores, que garantem a alimentação de todos nos restaurantes universitários e estão todos os dias sujeitos a situações de risco no trabalho para manter a universidade de pé. Por isso, o movimento estudantil precisa estar ao lado dessas pessoas, batalhando pela sua efetivação sem necessidade de concurso, pois já provam todos os dias que são capazes de desempenhar sua função. Essa luta precisa ser também contra Bulhões na UFRGS, exigindo a abertura do livro de contas para que os estudantes e trabalhadores decidam para onde vai o dinheiro na universidade. Além disso, é necessário exigir mais verba para a educação, o que pode ser feito com a revogação do teto de gastos e da dívida pública que sufoca a verba para a educação e manda para o bolso dos empresários.

Para travar essa importante batalha as entidades estudantis, CAs, DCE e sindicatos precisam organizar os estudantes e trabalhadores desde as bases para lutar contra o trabalho precário e contra os cortes na educação. Também, a UNE, dirigida pelo PT e PCdoB, pode cumprir um papel importante de organizar essa luta a nível nacional. É somente confiando na força dos estudantes aliados aos trabalhadores que podemos derrotar os ataques à educação e a extrema-direita, e não se aliando a direita, que também é responsável pelos ataques, como faz o PT com a chapa Lula-Alckmin, aliança para a qual a UNE desvia qualquer indignação dos estudantes, e que o PSOL vem se adaptando.

Por isso, nós chamamos os estudantes a construírem com a Faísca essa importante luta, confiando na força da juventude aliada aos trabalhadores, batalhando, desde a UFRGS, por uma universidade a serviço da classe trabalhadora e do povo pobre, para que sejam os capitalistas que paguem pela crise!

Veja abaixo o vídeo gravado pela Gabriela, estudante de psicologia e militante da Faísca Revolucionária, explicando a campanha em frente ao RU da Saúde:




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