Barroso quer suspender ilegalmente a figura de Lula nas propagandas do PT

Avança o autoritarismo do judiciário.

domingo 9 de setembro| Edição do dia

Foto: Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Após rejeitar a candidatura de Lula num processo totalmente arbitrário, inclusive adiantando o prazo, o TSE protagoniza mais um episódio de autoritarismo. Com a alegação que o PT estaria "causando confusão", o ministro Luís Roberto Barroso proíbe que as propagandas do PT façam qualquer menção ao ex-presidente.

"As sucessivas veiculações de propaganda eleitoral em desconformidade com o decidido revelam que a atuação da Coligação se distanciou dos compromissos por ela assumidos, a exigir uma atuação em caráter mais abrangente, disse Barroso"

Caso o PT contrarie, suas propagandas na televisão poderão ser suspensas.

Essa medida é absolutamente ilegal inclusive do ponto da vista da jurisdição eleitoral: cada partido e coligação tem o direito de utilizar até 25% do tempo de televisão para figurar apoiadores da campanha. A maneira como se utiliza esse tempo, ou quem aparece nele, é de escolha exclusiva dos partidos. A interferência do judiciário golpista na campanha de TV do PT, alegando ridiculamente que "a aparição de Lula confunde o público votante", é um símbolo da tirania judicial e um salto no controle da Lava Jato sobre as eleições, impedindo que Haddad seja visto como candidato de Lula.

Isso é mais um capítulo do golpe institucional que o judiciário tem protagonizado. Além de impedir o povo de votar em quem quiser, o judiciário golpista também quer impedir até mesmo que se realize qualquer menção ao líder petista.

Nós não apoiamos o voto no PT, que fortaleceu esse autoritarismo judicial, abriu o caminho ao golpe institucional e governou junto à direita. É incapaz de enfrentar seriamente essa tirania golpista. Mas nos colocamos totalmente contra o autoritarismo judiciário golpista cheio de privilégios, que não foi eleito por ninguém, e defendemos o direito da população votar em quem quiser.




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