Política

GOLPE INSTITUCIONAL

Barroso legitima a atuação do judiciário no golpe

quinta-feira 30 de junho de 2016| Edição do dia

Na entrevista deixou claro que o tribunal deu legitimidade ao processo de impeachment, ou seja, ao golpe institucional que tem o objetivo de fazer passar mais rápido os ajustes neoliberais do governo e do imperialismo. Afirmando que “Isso, de certa forma, até em desfavor eventualmente da presidente, legitimou um pouco esse processo”. Ou seja, não restam dúvidas que foi um golpe em primeiro lugar, e que o judiciário que tomou contornos de Partido dentro do processo foi ferramenta importante e imprescindível para os golpistas.

Indicado por Dilma Rousseff o ministro defende restrição do foro privilegiado aos chefes de Poderes, a criação de uma vara federal para julgar os processos contra autoridades como medida para que as punições não recaiam apenas aos pobres, como acontece de costume. Por tais defesas é considerado um ministro mais à “esquerda” no STF. Ainda que queira dar uma aparência mais progressista no sentido de punição aos ricos e poderosos, a realidade se apresenta de maneira completamente distinta, a maior parte da população carcerária hoje no Brasil nem sequer foi a julgamento, além de observarmos que só essa semana a polícia assassinou dois jovens brutalmente, além de vários outros casos que não foram noticiados, não passando de uma demagogia suas defesas.

Na mesma entrevista teceu elogios à operação Lava-Jato, que segundo ele “Mudamos o paradigma ético no Brasil”, entretanto não é o que temos visto nos jornais a todo o momento. Uma vez que políticos que hoje compõe o governo golpista de Temer são investigados pela Lava-Jato, citados nas delações premiadas, e como no caso de Renan Calheiros e do próprio Temer, seguem impunes, e outro elemento não menos importante, o dinheiro desviado não retornou aos cofres públicos, mesmo no marco de uma enorme crise, que afeta a população pobre e trabalhadora de conjunto nas medidas de austeridade desferidas por esse governo golpista.

Sobre o afastamento de Cunha, afirmou que foi necessária a medida, de forma que não conseguiu resolver-se no âmbito político, e que foi preciso o tempo demasiado que levou o afastamento. Obviamente, porque era necessário lavar a cara da Lava-Jato e dos golpistas, com a punição de corrupto, conservador, como Cunha, logo após a saída de Dilma.

A cada dia fica mais claro que toda e qualquer movimentação dos poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) só reforçam a manutenção da podridão já existente, do capitalismo que leva a miséria a maioria da população mundial. Precisamos superar, e tomar em nossas mãos os rumos da história, derrubando esse governo golpista, ilegítimo e corrupto em primeiro lugar, fortalecendo e unificando as lutas em curso, a partir de exigir que as centrais sindicais que hoje tem em sua base a maioria dos trabalhadores como a CUT e CTB rompam imediatamente com sua subordinação em nome de organizar milhares em torno de um constituinte que de fato coloque os interesses dos trabalhadores, do povo pobre, Mulheres, Neg@s, LGBTs a frente.




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