Sociedade

Barraco é incendiado em acampamento do MST por bolsonaristas no Mato Grosso do Sul

No sábado (27) antes da votação do segundo turno, o Acampamento Sebastião Billar, localizado no município de Dois Irmãos do Buriti, no estado do Mato Grosso do Sul, foi atacado e teve um de seus barracos incendiado por um grupo que gritava o nome de Bolsonaro.

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

terça-feira 30 de outubro| Edição do dia

Foto: MST

O ataque ocorreu por volta das 21h, segundo a coordenação do Movimento na região e nenhum acampado ou acampada ficou ferido. Os acampados fizeram Boletim de Ocorrência e denunciam o ataque em nota: “É inaceitável o discurso fascista, que inspira ódio e violência entre a população. Mais uma vez somos alvos de ataques por pessoas que reproduzem na prática o discurso racista, fascista, homofóbico e violento pregado pelo presidenciável que está disposto a governar nosso país”

Em uma entrevista para a TV Aparecida, Bolsonaro disse querer acabar com escolas do MST, que diz se tratar de "fábrica de guerrilheiros". Com esse discurso que nem condiz com a verdade, o objetivo de Bolsonaro é criminalizar e perseguir o MST, desestruturando o movimento para garantir o “sossego” dos latifundiários e contribuindo para minar as organizações que lutam na defesa dos direitos da população, como quando disse que iria acabar com qualquer tipo de ativismo no Brasil.

Para combater o 8º presidente brasileiro desde a transição da ditadura, que abre um novo ciclo no país e representa o avanço da extrema direita e do golpismo, necessitamos exigir dos sindicatos, das centrais sindicais, entidades estudantis e populares que impulsionem comitês de base para organizar a resistência e preparar uma grande paralisação nacional combinada com mobilizações de rua em todo o país.




Tópicos relacionados

Bolsonaro   /    MST   /    Sociedade   /    Política

Comentários

Comentar