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RIO DE JANEIRO

Barbárie policial nos morros fecha escolas e interrompe aulas em 93 de 100 dias no Rio

Segundo a Secretaria de Educação, 93 aulas de 100 acabaram sendo interrompidas em pelo menos uma escola municipal no Rio de Janeiro por causa da violência. O jornal Folha de São Paulo conta que são episódios pelo menos um colégio não abriu ou suspendeu as atividades no meio. 25% da rede municipal, 381 escolas, interromperam atividades no primeiro semestre de 2017 por conta de tiroteios que ocorriam pelos arredores. O resultado são 129 mil crianças afetadas.

quarta-feira 12 de julho| Edição do dia

Thayanne Galati, de 13 anos, amiga de Maria Eduarda que foi assassinada por bala de policial durante um tiroteio, faz parte desse número. Ela estuda no colégio Daniel Piza, em Acari, na zona norte, onde a educação foi mais afetada até agora neste ano. Sua mãe, Viviane Galati, que fracassou na tentativa de transferência de matrícula de Thayanne, afirmou para a Folha que “tem tanto tiro que até demorou pra morrer gente na escola”. Até agora 76 estudantes já evadiram da Daniel Piza.

Em segundo lugar do ranking de regiões em que a educação foi mais afetada pela violência está o Complexo da Maré. A diretora da escola Nova Holanda, Isadora Souza, afirma que: “Eu digo para as minhas professoras que a gente tem que se dedicar como se cada dia fosse o último. Não sabemos se vamos poder dar aula no dia seguinte”.

Ambas as regiões são palcos de tiroteio entre a polícia e o tráfico, sendo que o batalhão policial ocupa o topo do ranking nos casos de assassinato por troca de bala.

Informações: Folha de São Paulo




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