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CAPITALISMO

Barbárie capitalista: a cada uma hora, 18 crianças são infectadas pelo HIV no mundo

Só no ano passado, mais de 55 mil jovens e adolescentes foram mortos pelo HIV, sendo que 91% viviam na África Subsaariana.

sexta-feira 1º de dezembro| Edição do dia

Dados divulgados pela Unicef nesta sexta (01), no Dia Mundial da Luta contra a Aids, apontam que 18 crianças contraem o vírus do HIV por hora no mundo. Se essa realidade persistir, em 2030, serão mais 3,5 milhões de novos portadores.

Para o Unicef, "os progressos na prevenção e controle da doença na adolescência são inaceitavelmente lentos". Só no ano passado, mais de 55 mil jovens e adolescentes foram mortos pelo HIV, sendo que 91% viviam na África Subsaariana. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), só na Europa Oriental e na Ásia Central, o número de novas infecções por HIV aumentou 60% desde 2010 e as mortes relacionadas à AIDS cresceram 27%.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório conjunto com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), o número de pessoas recém diagnosticadas com HIV na Europa também cresce num nível alarmante e atingiu em 2016 seu patamar mais alto desde que os registros foram iniciados, e cerca de 80% dos casos ocorreram no leste europeu.

Na África Ocidental e Central a realidade é ainda mais brutal, onde duas em cada três pessoas não tem acesso ao tratamento. Esses são os progressos capitalistas, que brincam com a vida das crianças e condenam as gerações futuras à uma vida com o HIV ou a AIDS.

A realidade da doença no nosso país é assustadora, que faz o Brasil ser uma preocupação para a UNAIDS, pois tem um terço de todos os portadores de toda a América Latina. Porém sabemos que as agências da ONU são órgãos institucionais que trabalham em conjunto com governos e este trabalha junto com as indústrias farmacêuticas, com os planos de saúde, com as grandes obras públicas e empreendimentos imobiliários, com os grandes produtores e acumuladores do capital, logo, é compreensível a lentidão nos "progressos" na prevenção e controle da AIDS na infância e adolescência, pois são de total interesse e necessidade para desigualdade social capitalista.

Os dados ainda denunciam a desigualdade de gênero. Onde a cada cinco meninos com a doença desenvolvida, são sete meninas que contraem o vírus. Hoje as mulheres já representam mais da metade das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo inteiro. E um dos motivos principais pelo qual às mulheres contraêm o HIV com mais frequência é a vulnerabilidade do ponto de vista social, causada pelo machismo enraizado na nossa sociedade que faz com que a prevenção muitas vezes seja deixada de lado. Sem falar na violência sexual que as mulheres a todo tempo estão sujeitas a sofrerem.

Hoje o HIV atinge todas as pessoas, mas a maior parte dos portadores é pobre, morador(a) de periferia, jovem, negro(a) e LGBT, o que aumenta muito mais os preconceitos, as violências e as vulnerabilidades já sofridas. Esses fatos nos fazem refletir sobre a triste realidade vivida por milhões vítimas da crueldade capitalista. Mas, acima de tudo, evidenciam a barbárie que os donos do poder mundial nos impõe, da morte, doenças e sofrimento, que só se preocuparam com suas fortunas, conquistadas às custas de nossas vidas.

Fonte da Foto: ONU Brasil




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