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Banquete de Eduardo Bolsonaro nos EUA pagaria 2 meses de pesquisa cortada pelo MEC

segunda-feira 2 de setembro| Edição do dia

Enquanto quase 80 mil bolsistas do CNPq correm o risco de perder o dinheiro que sustentam sua pesquisa e seu trabalho, Eduardo Bolsonaro, o capacho de Trump e possível diplomata brasileiro nos EUA, gasta o equivalente à duas bolsas em um almoço em Washington.

Eduardo Bolsonaro comeu durante 3 horas, acompanhado de dois secretários. Pediu 4 porções de paella que alimentariam de 14 a 21 pessoas, bebeu sangria e depois saiu pelos fundos usando a porta da cozinha. O Itamaraty ainda não revelou se quem pagou a conta foi ele ou o estado brasileiro.

A conta de Eduardo, para uma almoço no berço do imperialismo custou a bagatela de US$ 1 mil (equivalente a R$ 4 mil ). Do outro lado, uma das maiores agências de fomento à pesquisa no Brasil, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), afirmou só ter verba para pagar os bolsistas neste mês de setembro, pagamento referente ao mês de agosto, e que a partir de agora não sabe se terá verbas para seguir pagando as bolsas.

A partir de agora está nas mãos de Paulo Guedes, o mentor dos cortes da educação que está arrastando a educação brasileira para um retrocesso sem precedentes, a liberação de verbas extras para pagamento das bolsas. Em junho, o congresso aprovou uma medida que permitiria a União contrair dívidas para que pudesse garantir as bolsas até o fim do ano.

Ainda assim, a concessão de novas bolsas e o prosseguimentos das bolsas em cursos que deveriam ser pagas além deste ano, ou seja, bolsistas que não tem o prazo encerrado este ano, encontra-se numa situação totalmente vulnerável e um beco sem saída para aqueles que fazem ciência no Brasil.

São inúmeras as histórias de bolsistas de pesquisa, seja de iniciação científica, mestrado, doutorado ou pós-graduação, que dedicam suas vidas à ciência e que diante do corte de verbas se vem sem condições de continuar e correndo riscos de perder anos e anos de trabalho árduo. Como o CNPq exige dedicação exclusiva, ou seja, o bolsista não pode arrumar um emprego paralelo, a situação colocada agora é: arrumar emprego em um cenário brutal de desemprego que hoje assola nossa juventude, onde 89% foi jogada ao setor informal e renunciar à bolsa.

Casos como de Caio Diniz Galvão, 17, chamam ainda mais atenção: ganhador da Olimpíadas Brasileiras de Matemática (OBMEP), ele ganha uma bolsa de R$100 reais do CNPq. Além do valor irrisório, que a despeito disso é extremamente impactante para o estudante, a partir de agora é possível que nem com esse auxílio para prosseguir seus estudos ele possa contar.

Além disso, as bolsas também sofrem com congelamento de reajuste há 6 anos, uma vez que a última vez que houve correção no valor foi em 1º de abril de 2013. Desde então, as bolsas são congeladas em pouco se aproximam do custo real de vida de um país arrastado pela crise capitalista.




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