Economia

IMPERIALISMO

Bank of America mira Banco do Brasil e maiores lucros com a aprovação das reformas

sexta-feira 7 de dezembro| Edição do dia

Os acenos entreguistas de Bolsonaro e Paulo Guedes já estão surtindo efeito: Em declaração, o economista sênior do Bank of América, Aditya Bhave, afirmou que o Brasil será uma história feliz de crescimento econômico ao longo de 2019. A previsão do BofA é que o país deverá “crescer” 3,5% em 2019, bem acima de previsões feitas pelo FMI, que prevê um crescimento da economia brasileira de 2,4% no próximo ano.

Além das claras propostas de rifar o país aos ditames imperialistas, através de medidas como a entrega da Petrobrás, da Eletrobras, da extinção do Ministério do Trabalho para que avancem com terceirizações e privatizações, Paulo Guedes, futuro ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PSL), disse acreditar que uma fusão entre o Banco do Brasil e o Bank of America (BofA) aumentaria a competição no setor bancário.

Animam-se os donos de um dos principais bancos norte-americanos, que já estão prontos e sedentos por mais lucros, às custas , claro, de mais exploração, degradação e precarização relegada à toda a classe trabalhadora e no caso da entrega de bandeja do Banco do Brasil, serão milhares de demitidos, terceirizados, ou funcionários com baixas nos salários. Crescerá o lucro deles, enquanto aumenta a precarização para milhares de pessoas.

"O Brasil é uma história feliz em um ambiente de crescimentos fracos", disse Aditya Bhave "O crescimento também vai ser apoiado pela agenda pró-mercado da administração, que deve impulsionar a confiança e o investimento", completou o economista. "Nossa projeção tem como premissas as suposições de que o governo vai ser capaz de aprovar reformas fiscais e que a independência do banco central será aprovada", ressaltou em seguida.

A reforma trabalhista aprovada por Temer e os golpistas foi o abre alas aos ataques ainda mais profundos que o governo Bolsonaro pretende aplicar para descarregar ainda mais a crise nas costas dos trabalhadores, negros, jovens, mulheres e na população pobre, para que assim, os capitalistas e as grandes empresas sigam enchendo mais seus cofres.

Reverenciar o imperialismo como faz Bolsonaro é fazer sangrar o país, é permanecer nessa roda de exploração da dívida pública, que é a maior fraude e o maior roubo sofrido historicamente. Como se não bastasse tudo o que já nos foi arrancado durante séculos, em especial nos anos de PT, que pagou R$ 13 trilhões aos bancos imperialistas, Bolsonaro e seus aliados vem para pagar ainda mais com dinheiro da venda dessas estatais e de cortes na aposentadoria. Diante disso, não podemos permanecer inertes como quer o PT com sua política de esperar até 2022, com sua postura eleitoralista e sua cega confiança na burguesia e em sua justiça, que mantém preso Lula e nesse mesmo judiciário, que avançando em seu bonapartismo, foi um dos impulsos a alavancar essa extrema direita que hoje escancara as portas que já estavam abertas aos golpistas, capitalistas e ao imperialismo.

Diante do plano de governo de Bolsonaro e dos ataques que virão, como a Reforma da Previdência, que nos fará literalmente trabalhar até morrer, é preciso aprender com a luta dos franceses de como se enfrentar com os ataques dos capitalistas e do imperialismo no nosso país. Que em cada local de trabalho e estudo se construa uma força anti-imperialista da classe trabalhadora, contra esse entreguismo que nos fará sentir na pele ainda mais o peso da crise que descarregam em nossas costas. Que sejam eles, os capitalistas a pagarem pela crise!




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