Sociedade

CRIVELLA E HIGIENISMO NAS FAVELAS

Banho de loja 2: Crivella diz que fachadas na Rocinhas estão "feinhas" e precisa de reforma

Crivella anuncia projeto para melhorar a estética da paisagem urbana na Autoestrada Lagoa-Barra com reformas à fachadas na Favela da Rocinha. Enquanto dentro da favela se sucede uma guerra sanguinária pelas mãos do exército, a pedido da prefeitura, e a mando do governo golpista, para quem transita na zona sul, deve-se transmitir “uma ideia de uma comunidade arrumada e bonita”, nas palavras do prefeito.

terça-feira 20 de março| Edição do dia

Foto: Globo

No ano passado em meio a uma ocupação militar na Favela da Rocinha, Crivella declarou que aproveitaria aquela momento para realizar um “banho de loja” na comunidade. Trata-se de uma forma de maquiar as condições miseráveis e embelezar a barbárie promovida pela ação do exército.

No que diz respeito aos deveres básicos do poder público para com as comunidades carentes do Rio de Janeiro, a prefeitura se faz completamente ausente. Enquanto a cidade foi devastada por enchentes no mês passado, Crivella viajou para Europa e culpou o tráfico pela falta de infraestrutura(!) que submeteu milhares a alagamentos e apagões. O orçamento da prefeitura para prevenção de enchentes vem sofrendo uma drástica redução sob a atual gestão.

Mais recentemente, feirantes da Vila Kennedy tiveram seus quiosques e barracas demolidos pela prefeitura sem qualquer aviso prévio, num episódio que ilustra bem as prioridades da gestão Crivella. Medidas higienistas como estas fazem parte da escalada autoritária que vem sendo protagonizada pelo governo Temer, com o apoio da prefeitura do Rio, e que custou a vida de Marielle Franco.




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