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Banco Mundial quer fim da Universidade Pública e Gratuita

Em um relatório apresentado essa semana, Banco Mundial defende fim do ensino superior gratuito

terça-feira 21 de novembro| Edição do dia

Nessa semana o Banco Mundial lançou um relatório com nome de "Um Ajuste Justo", discutindo a eficiência dos gastos públicos. Nesse relatório o Banco defende o fim da gratuidade no ensino superior.

Para eles (Banco Mundial), a universidade pública seria um fator para a manutenção da desigualdade social, apresentando uma visão completamente distorcida em seu relatório. O Banco defende que se reduza o gasto médio com o Estudante de universidade pública, para equiparar esse gasto com o do estudante de universidade privada.

Além disso o relatório ainda propõe que haja um aumento no número de alunos por professor. Ou seja, manter políticas de congelamento de contratações, como ocorre na USP há alguns anos, e, diretamente, demitir para reduzir o quadro de docentes.

O Relatório do Banco Mundial, em resumo, apresenta maneiras de precarizar ainda mais as condições de ensino e enterrar o ensino superior gratuito, com pagamentos de mensalidades, redução de professores e funcionários.

Sabemos bem que a desigualdade no acesso ao ensino superior é fruto de termos universidades públicas com filtros como a FUVEST, que todos os anos impede que centenas de milhares de estudantes ingressem em uma faculdade.

Da mesma forma, sabemos que nas universidades privadas são centenas de milhares de estudantes que se endividam para poder completar suas graduações, com cada vez menos direito ao FIESP e outras fontes de financiamento público.

O caminho não pode ser rumo à privatização do ensino superior. A aprovação de Cotas na USP e na UNICAMP em 2017 foi um grande passo para a luta pelo ensino superior público e gratuito. E é a partir dessas vitórias que se deve trilhar o caminho para o fim do Vestibular, para que todos possam ter acesso à universidade pública.




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