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Bancária da CAIXA se enfrenta com Articulação/CUT pela unidade na luta contra ataques

Thais, militante do MRT e bancária da CAIXA, em assembleia da categoria, defendeu pela oposição bancária a proposta de greve contra os ataques e ajustes da Fenaban, denunciando a divisão que a direção burocrática da Articulação/CUT impôs a categoria.

segunda-feira 3 de setembro| Edição do dia

Foram chamadas assembleias dividias entre bancos privados, Caixa e Banco do Brasil, dividindo a organização de uma mesma categoria ameaçada por um mesmo conjunto de medidas.

A atuação do sindicato foi de forçar a aceitação de uma proposta que apenas adia a data do ataque, no caso da Caixa, o acordo prevê a data de fim do Saúde Caixa para 2021, o que contribui para pavimentar o caminho da privatização do banco. Assista ao vídeo ou veja a transcrição abaixo.

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Transcrição do vídeo

“Sou Thais, da Ag. Sé. O Dionísio terminou a fala dele falando em unidade, eu quero perguntar cadê a unidade quando é a própria direção do sindicato que divide a assembleia em 3, por bancos (Caixa, Banco do Brasil e Bancos privados). A gente começa a campanha junto e é a própria direção do sindicato que nos impõe essa divisão.

Isso é um absurdo porque a categoria bancária aqui em São Paulo tem 150 mil bancários e poderia ser uma força imparável nesse contexto atual, para inclusive combater o ceticismo que eles mesmos (a direção do sindicato) alimentam.

Muitos bancários aqui, eu aposto, que viram essa semana o sindicato aparecer como nunca nas agências e áreas meio. Ficam desaparecidos durante meses e agora vem para alimentar o ceticismo, para dizer que não dava para conseguir mais, para dizer que estava difícil, para dizer que os bancários estão à mercê do governo, estão à mercê da Reforma Trabalhista.

Mas a gente só fica à mercê se a gente não resistir. Porque nessa proposta a gente estará assinando o atestado de óbito do Saúde Caixa (plano de saúde dos funcionários), essa proposta vai nos dividir como categoria, vai nos dividir como bancários da Caixa porque vai impor aos próximos que entrarem, a discriminação porque não vão ter direito ao Saúde Caixa.

Lembremos que os municipais de São Paulo derrotaram o Sampaprev do Dória. E o Sampaprev não era para os atuais funcionários e sim para os que iriam entrar. Fizeram greves fortíssimas e conseguiram derrotar o Dória, isso neste ano.

Por isso porque a gente vai se pautar por eles (direção do sindicato)? A gente sai todo dia para trabalhar, a gente sai todo dia para enfrentar os clientes que estão esperando há duas horas na fila, a gente sai todo dia para enfrentar a falta de funcionários, agências em condições precárias que não tem nem água para tomar. São eles (a direção do sindicato) que vão determinar? Que há tempos não batem o 4-49 (sistema de ponto) no computador, que há tempos não sabem o que é chamar uma senha, são eles que vão dizer até onde a gente pode ir?

Aceitar essa proposta sem resistência significa pavimentar o caminho da privatização. Não é ganhar tempo como eles dizem, é perder tempo, porque a luta se faz agora. Inclusive para resistir aos ataques que estão previstos nestas eleições.

Nessas eleições, um punhado de juízes que ganham 100 mil reais ou mais vão escolher a dedo quem será o próximo presidente que vai nos atacar no ano que vem, vão escolher o presidente que vai privatizar a Caixa e isso a gente não pode permitir. E fazer a resistência hoje significa nos organizar melhor para nos enfrentar com esses ataques que vem.”




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