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BANCADA RURALISTA

Bancada ruralista quer proibir agricultores de plantar livremente

Aliados ao agronegócio e às empresas que dominam agricultura brasileira, projeto de lei quer proibir agricultores de plantar, produzir e armazenar sementes. A medida favorece as empresas do agronegócio que vendem semestres e insumos para plantio.

quarta-feira 13 de dezembro de 2017| Edição do dia

Caminhando contra a pequena produção e a independência dos agricultores das grandes empresas do agronegócio, que lucram não apesar vendendo as sementes, mas também todos os insumos que são necessários para o cultivo, o projeto de Lei 827/2015 quer proibir agricultores de agricultores de plantar, produzir e armazenar sementes.

O projeto quer implementar que todo produto da colheita que for vendido precisará de uma autorização do detentor das chamadas cultivares. As sementes se dividem em diversos tipos, e as cultivares são aquelas que sofreram alguma modificação humana. Esta medida, obrigará o agricultor comprar não apenas a semente, mas também toda a gama de produtos tóxicos, como agrotóxicos e adubos dos capitalistas.

O autor do projeto é Dilceu Sperafico (PP-PA), da bancada ruralista, que se alia aos grandes latifundiários e capitalistas do setor da agricultura, para dominar a produção agrícola no Brasil, implementar mais profundamente os tóxicos vendidos pelas empresas e seus lucros.

Além de controlar a produção, minando ainda mais o trabalho de pequenos produtores, o projeto de lei também aumentará a lista de sementes que precisam de autorização e que não podem mais ser utilizadas livremente.

O Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo e cada habitante consome 5,2 kg de veneno por ano. A produção de alimentos agrícolas domina as terras e a produção, além de envenenar as pessoas com quilos de substâncias potencialmente danosas à saúde humana. Agora, o governo quer buscar dificultar ainda mais a produção agrícola dos pequenos produtores e que fujam dos produtos tóxicos.




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