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DESASTRE AMBIENTAL

Bahia decreta estado de emergência por manchas de óleo no litoral

As misteriosas manchas de óleo encontradas no litoral nordestino, ainda sem explicações, levaram ao decreto de situação de emergência na Bahia.

terça-feira 15 de outubro| Edição do dia

O governador em exercício do estado da Bahia, João Leão, assinou ontem a declaração de emergência nos municípios afetados pelas manchas de óleo que se espalham rapidamente pelo litoral da Região Nordeste. O decreto permite que verbas contingenciais sejam usadas na contenção do óleo. João Leão assinou também um termo de recebimento de ajuda da sociedade civil e uma carta pedindo apoio ao Governo Federal.

De acordo com a secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia, 35 toneladas de óleo já foram retiradas do litoral. A coleta do material contaminado é feita por uma força-tarefa composta por bombeiros, Defesa Civil e funcionários municipais.

Desastre ambiental

Desde o dia 30 de agosto, nas praias do nordeste vem sendo encontradas manchas de óleo, que ainda não tiveram sua origem descoberta. A primeira praia em que houve comunicado foi na Praia Bela, em Pitimbu (PB). A partir daí, a substância escura e pegajosa se espalhou pelos nove estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe).

No Sergipe, também foram encontrados nas praias barris de óleo, identificados com adesivos e inscrições da Shell. A alegação da multinacional imperialista é de que o barril foi reutilizado por algum transportador clandestino, não havendo ligação com a empresa. Segundo a empresa, "o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira".

A primeira reação do governo Bolsonaro foi buscar se isentar da responsabilidade, após teste revelarem que o óleo não tinha origem nacional. O presidente tentou usar como parte de sua guerra ideológica, apontando a Venezuela como responsável pelo derramamento.

Enquanto, o governo não possui nem um plano de combate ao óleo que continua se espalhando, acarretando em danos irreparáveis, o presidente quer transformar o desastre numa guerra ideológica.




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