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BOEING quer comprar EMBRAER: aviação avança para as mãos do imperialismo

A americana BOEING quer passar a controlar a EMBRAER, que atualmente possui apenas 5% de ações estatais. Funcionários temem demissões com fusão.

sexta-feira 22 de dezembro de 2017| Edição do dia

Nesta quinta-feira (21) as duas fabricantes de avião anunciaram que estão estudando a combinação das empresas para possibilitar enfrentamento da BOEING com rival européia. De acordo com o jornal The Wall Street Journal, a BOEING quer passar a controlar a EMBRAER.

A EMBRAER, privatizada em 1994 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, tem a maior porcentagem das suas ações concentrada em uma empresa americana chamada Brandes, de consultoria e 64,5% das suas ações estão no mercado, apenas 5% "pertence" ao Brasil por meio do BNDES. A privatização dela se deu por meio de uma "golden share" do governo brasileiro, na qual teria direito de intervir e vetar medidas da empresa, em especial para impedir o monopólio de empresas estrangeiras na EMBRAER e também a criação de programas militares.

Esta notícia fez com que as ações da EMBRAER disparassem em 22,5%, assim como causou preocupação para os trabalhadores da montadora, com a produção de alguns tipos de aeronave transferida para os Estados Unidos desde 2015.

Quanto à posição do governo golpista que já colocou todos os aeroportos à venda com exceção de Congonhas existem duas formas de enxergar, uma é questão militar; já que a EMBRAER tem uma parte da indústria de defesa aeronáutica com conteúdo tecnológico que poderia ser paralisada já que o Congresso norte-americano tem total controle sobre esta produção. No campo econômico, não enfrentaria resistência.

Não há figura que hoje represente mais a submissão ao imperialismo norte americano que o presidente golpista Michel Temer. Tampouco é um grande defensor de postos de trabalho e nem um pouco contrário às privatizações, como já demonstram suas medidas com os aeroportos. Poderia ele abrir mão do veto e entregar a EMBRAER à BOEING e assim finalmente finalizar o processo de privatização iniciado em 1994 por FHC, junto com Aecio Neves e Meirelles.

Fonte da Foto: The Japan Times




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