BH: Com sistema de saúde próximo ao colapso, empresários bolsonaristas fazem ato pela reabertura

quinta-feira 2 de julho| Edição do dia

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Nem mesmo a notável explosão dos números de casos e mortes em BH, que colocam novamente o sistema de saúde a beira do colapso, são capazes de conscientizar a base de empresários bolsonaristas que só pensa em seus lucros.

No dia de ontem (01/07) dezenas de empresários, muitos deles com camisas amarelas e com cartazes em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, protestaram na porta da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Com faixas carregando os dizeres "queremos trabalhar" e máscaras estampadas com "Fora Kalil", os manifestantes pedem a reabertura do comércio.

Enquanto isso, a realidade do sistema de saúde municipal é trágica, a beira do caos novamente após a decisão anterior do prefeito Kalil de reabrir a economia. Belo Horizonte registrou novo recorde na ocupação de leitos de terapia intensiva, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta segunda-feira (27). 87% das estruturas destinadas a pacientes com Covid-19 estavam ocupadas no último domingo (28).

Desde a reabertura os números de casos de Covid-19 saltaram de 1.444 para 4.977 em apenas um mês. E o número de mortos, no mesmo período, subiu de 42 para 118.

De um lado vemos a pressão genocida dos empresários bolsonaristas para reabrir o comércio dispostos a sacrificar as vidas pelo caminho em sua sanha de retomar seus lucros. De outro, a atuação do prefeito de BH que oscila entre a demagogia em relação a vida, sem avançar em medidas consequentes como a centralização dos sistemas públicos e privados, e o atendimento aos interesses empresariais, revela a falta de uma saída independente dos trabalhadores para a crise econômica, sanitária e social que se abate.

A contundente luta dos entregadores contra a precarização no dia de ontem mostra como a luta de classes é o único caminho para oferecer uma resposta não apenas a precarização do trabalho mas de toda a vida que em meio a pandemia os capitalistas querem descarregar.

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