Política

DISPUTA MILIONÁRIA

Ávidos por centenas de milhões de reais de fundo público, Maia tenta entrar na disputa pelo PSL

No condomínio golpista cresce a discórdia, mesmo que enquanto isso sigam atacando os trabalhadores como na Reforma da Previdência. Um pomo da discórdia são os 110 milhões de reais de fundo eleitoral do PSL. O DEM quer ter maior força, e Bolsonaro maior controle pelo partido onde ele e dois filhos estão filiados.

quinta-feira 17 de outubro| Edição do dia

Foto: Wilson Dias

A disputa pelo PSL tem preço: R$110 milhões. Valor que é esperado que o partido receba em fundo eleitoral ano que vem. Bolsonaro está em guerra com o líder do partido Bivar pelo controle do partido. Ontem mesmo articulou uma maioria para destituir o atual líder do partido na Câmara e emplacar seu filho. O DEM por sua vez espera a expulsão ou saída de Bolsonaro e sua ala do PSL para fundir-se com Bivar e a cifra milionária para dar um salto nas eleições do ano que vem e aumentar seu poder.

Toda grande mídia dá conta desses dois movimentos em curso. Por um lado a principal liderança do DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia falando para Alexandre Frota como gostaria de fundir-se com um PSL sem Bolsonaro, e por outro lado da movimentação do presidente em emplacar seu filho como líder do partido. O próprio filho admite que a embaixada em Washington já não é prioridade. A prioridade diz ele são os eleitores, maneira educada de dizer que o interesse são os 110milhões de reais: “Todos os temas como embaixada, ou viagem para a Ásia, esses são temas secundários, a gente está aqui para cuidar dos nossos eleitores”.

A disputa pelos recursos do PSL acontece em meio à preparação às eleições do ano que vem e escancaram a disputa entre diferentes atores golpistas, dentro do governo, dentro dos partidos e em meio a um enfraquecimento das tentativas de Bolsonaro de avançar a ter um maior poder "imperial" se valendo da agora enfraquecida Lava Jato.

Saiba mais lendo: “Os rachas na extrema direita e a disputa pelos milhões do PSL”

A briga por tão vastos recursos públicos escancara como diferentes forças golpistas, sejam aquelas mais articuladas em torno de Bolsonaro, ou aquelas “institucionais” com Maia, DEM, Mendes à frente, atuam todas elas para favorecer suas posições rumo às eleições do ano que vem e para conseguir posições mais fortes em um regime que não terminou de se assentar, enfrenta debilidades econômicas, crescente perda de popularidade, mas que segue aprofundando ataques aos direitos dos trabalhadores e maior submissão ao imperialismo.




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