Política

FIM DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Avanço judicial: ministério do trabalho acabará e Moro decidirá sobre registros sindicais

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em uma entrevista a Rádio Gaúcha, confirmou o fim do ministério do Trabalho e o desmembramento dele em três partes, onde ficará uma parte no ministério da Cidadania, outra na de Economia de Paulo Guedes e outra ficará sob o controle do superministério da Justiça e Segurança de Sérgio Moro, onde ele ficará responsável pelas concessões de registro dos sindicatos. Mostrando mais um avanço do autoritarismo judiciário no regime.

segunda-feira 3 de dezembro| Edição do dia

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil, afirmou em entrevista realizada à Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira, o fim do Ministério do Trabalho. segundo Onyx, as áreas de atuação serão divididas para três pastas: Justiça, Economia e Cidadania. Assim o agente do Golpe Institucional, Sérgio Moro e Paulo Guedes irão dividir as tarefas de do ministério do Trabalho.

Na entrevista Onyx disse que “na verdade, o atual ministério do Trabalho como é conhecido ficará uma parte no ministério do Sérgio Moro (Justiça), outra parte com Osmar Terra (Cidadania) e outra parte com ministério da Economia, para poder tanto a parte do trabalho e do empresário dentro do mesmo organograma”. Com isso o ultra neoliberal Paulo Guedes terá em suas mãos partes da relação de empresários com trabalhadores, e terá uma participação mais direta nos ataques que vierem contra a classe trabalhadora no futuro governo de Bolsonaro.

Já o principalmente agente do Golpe Institucional Sérgio Moro, terá o controle de ceder cartas sindicais, tendo mais maior controle sob os aparato sindical. Onyx alega que o motivo dessa parte ter ficado no ministério da Justiça é pelas denúncias de corrupção que vem havendo nos últimos anos. O que na verdade será a maior participação e um controle totalmente parcial do judiciário para aplicar os ajustes neoliberais. Moro está colocando sob seu controle parte da pasta do ministério do Trabalho onde terá um trabalho direto com o aparato sindical. Ao mesmo tempo que Moro em seu Superministério (Justiça e Segurança) irá criar uma secretaria para ter uma maior coordenação a nível nacional das ações repressivas policiais. Isso deixa bem claro que o avanço bonapartista do judiciário representado com Moro no governo Bolsonaro, de ampliar mais ainda o autoritarismo nas instituições com o intuito de os ataques e ajustes contra a classe trabalhadora seja aprovada de uma forma mais “tranquila”, tentando impedir tudo que é tipo de mobilização dos trabalhadores e da juventude contra esses ataques brutais.

O fim do ministério do Trabalho é um profundo ataque que faz parte do plano de governo de Jair Bolsonaro, onde essa medida irá permitir que os planos ultra neoliberais seja descarregado nas costas dos trabalhadores, e dividindo ele nas mãos de Paulo Guedes que irá favorecer ao máximo os empresários com o projeto de governo escravista de Bolsonaro, e nas mãos de Sérgio Moro, que vai aumentar ainda mais seu autoritarismo frente às reformas que serão colocadas e garantindo que sejam aprovadas e aplicadas até o fim.

Diante disso, é um absurdo que o PT simplesmente "deixe de lado" todo o repertório de manipulações eleitorais por parte do bonapartismo judicial, como se tivéssemos vivenciado eleições "normais". E sua estratégia absolutamente impotente para enfrentar a extrema direita bolsonarista agora tem continuidade na crença cega no judiciário golpista, parte de sua estratégia de "oposição parlamentar pacífica", aguardando 2022 e permitindo os ataques econômicos passarem - como a reforma da previdência que será pautada ainda no início do novo governo.

Frente a esse avanço do autoritarismo do judiciário neste novo regime é necessário se organizar para barrar os ataques que Bolsonaro e os golpistas querem aplicar como uma saída para a crise capitalista no qual quem irá pagar é a classe trabalhadora. É necessário que as centrais sindicais CUT e CTB (controladas pelo PT e PCdoB) rompam com a trégua e organize um plano de lutas efetivos, com assembléias de base para mobilizar os trabalhadores frentes os brutais ataques.




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