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ELEIÇÕES

Autoritário, TSE mudou regras de definição de vice para intervir ainda mais nas eleições

segunda-feira 6 de agosto| Edição do dia

Em 7 de outubro os eleitores irão as urnas algemados por Carmen Lucia, Dodge, Fux, por Moro e pela Globo. Ninguém votou neles mas eles estão decidindo os rumos das eleições. O judiciário está intervindo cada dia nas eleições. Primeiro com a prisão autoritária e arbitrária de Lula, depois com renovadas medidas para impedir que a população possa votar em quem lidera as pesquisas. Tudo é feito para garantir melhores condições a candidatos, que como Alckmin, defendam a continuidade e aprofundamento do golpe. A última peça deste movimento foi mudar as regras sobre a definição de vice.

Ao contrário do que diz a letra da lei que daria o prazo dos partidos para definirem seus candidatos até o dia 15, o TSE resolveu mudar as regras do jogo e determinar que todos partidos definissem seus vices ontem, dia 05. A medida tinha um alvo claro, o PT, para que já aponte o substituto de Lula e aceite de antemão que deve ter sua candidatura negada, e portanto que seja cassado o direito da população votar em quem quiser.

A intervenção do conjunto da “ala Lava Jato” do regime, perpassando o STF, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Superior Tribunal de Justiça, Ministério Público e a própria Lava Jato, com apoio da mídia, em mil e uma manobras que tem sido feitas dia a dia é para intervir nas eleições para garantir melhores condições a candidatos que sejam porta-vozes da continuidade do golpe, que se disponham a tomar medidas ainda mais duras que Temer. O principal nome nesta aposta é Alckmin, blindado sistematicamente de suas próprias denúncias de corrupção, e que tem assumido cada vez mais o programa de Bolsonaro, seja na ideia de distribuir armas aos latifundiários ou em extinguir o Ministério do Trabalho para dar maior força a medidas contra os direitos trabalhistas.

A manobra jurídica do TSE determinando que os vices deveriam ser apresentados ontem, e não no limite do prazo legal dia 15 de agosto, antecipou um debate que vinha se cruzando dentro do PT: acomodar-se às investidas do judiciário e já admitir que o direito da população votar em quem quiser não existirá nesta eleição, ou seguir em uma pressão jurídica e política para tentar levar até o limite isso e assim obter melhores resultados eleitorais. As duas “táticas” petistas acomodavam-se ao golpe, trata-se de ritmos e intensidades. Com o autoritarismo judicial, definiu-se já o substituto de Lula, Fernando Haddad.

O Esquerda Diário defende incondicionalmente o direito da população votar em quem ela decidir, mesmo combatendo o projeto de Lula e do PT que nunca apoiaríamos defendemos o direito da população votar neles se assim desejarem. Somos contrários a prisão arbitrária de Lula, defendemos sua imediata liberdade, e combatemos o golpe desde uma posição independente do PT, que sistematicamente abre caminho à direita com sua conciliação e não resistência ao golpe e aos golpistas. Para fazer frente ao golpismo e sua continuidade é preciso construir nos locais de trabalho e estudo uma força que supere o PT pela esquerda.




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