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Aumenta a greve dos trabalhadores da Coca-Cola na China

Os trabalhadores rechaçaram o anúncio da multinacional que fechará os setores de engarrafamento e distribuição. Três dias de greve contra as demissões anunciado pela companhia.

quinta-feira 24 de novembro| Edição do dia

Os trabalhadores da Coca-Cola começaram uma greve em três cidades da China logo após a companhia anunciar uma completa reestruturação de suas operações no país, cessando as atividades de engarrafamento e distribuição a outras empresas

As mobilizações começaram na última segunda feira (21), pouco depois que os trabalhadores tomaram ciência do plano da multinacional. As fábricas das cidades de Chengdu (oeste), Jilin (norte) e Chongqing (centro), permaneceram paralisadas nesta quarta-feira, segundo informações da meios de comunicação chineses, como o site Caixin.

A Coca-Cola anunciou há uma semana atrás que vai "ceder" suas atividades de engarrafamento e distribuição a duas companhias, o conglomerado de HongKong Swire e a estatal COFCO, o que alarmou os trabalhadores. Os trabalhadores da Coca-Cola chinesa, não conhecem os detalhes dos acordos e denunciam que novos gerentes levarão a frente uma reestruturação e que incluí demissões sem indenizações correspondentes, uma prática comum aplicada por empresários em outras fábricas do país.

Os trabalhadores tem que enfrentar a empresa e a oposição das autoridades em algumas dessas cidades, como na megalópole de Chongqing, onde um grande efetivo policial foi transferido a cidade para conter as manifestantes grevistas em luta.

"Os agentes estão nos agredindo", uma mulher grita no vídeo durante uma manifestação.

As redes sociais tem servido para se fazer conhecer as demandas dos trabalhadores em greve, pode-se ver os trabalhadores com grandes faixas, como reinvidicações que exigem que os novos proprietários das engarrafadoras não mudem as condições dos funcionários pelo menos durante dois anos.

A situação nas fábricas da Coca-Cola é semelhante com o que ocorreu com uma filial da Danone, na região sul da cidade de Cantão, depois que a fábrica francesa anunciou a venda de seu negócio de água engarrafada na China por uma companhia local.

"Os trabalhadores enfrentaram esta situação muitas vezes e já aprenderam a lição. Por isso protestam", considera Han Dongfang, diretor da Organização Não Governamental (ONG) China Labour Bulletin (CLB) a agência EFE.

Segundo a CLB, entre julho e setembro houve 124 greves e manifestações nas empresas do setor de serviços, quase o dobro da quantidade do ano passado, superando pela primeira vez as greves em fábricas de 2011. Estes dados mostram que a greve na Coca-Cola não é algo excepcional e marca a resistência dos trabalhadores contra os planos patronais, que no marco da desaceleração econômica que continua no país, juntamente com a incerteza para o próximo período com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, buscam manter seus lucros através de maior exploração dos trabalhadores.

Tradução: Alexandre Tubman




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