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Aulas iniciarão em São Paulo com professores estáveis em subempregos

Nessa segunda-feira aconteceram em todo o estado a atribuição de aulas dos professores categoria F da rede estadual de ensino de São Paulo. Essa categoria é composta por professores que tinham aulas atribuídas em junho de 2007 data da LC 1.010/2007, que passaram a ter estabilidade.

terça-feira 30 de janeiro| Edição do dia

O cenário que se viu nessas atribuições foi muito preocupante. Mesmo no caso dos professores que conseguiram completar sua jornada de 20h, o que se viu foram aulas atribuídas em várias escolas diferentes, distantes uma da outra, havendo casos onde professor pegou em 5 escolas diferentes e distantes entre si. Esse tipo de situação é humanamente impossível dos professores realizarem, acarretando em faltas, cortes de salários, etc, ao longo do ano.

Outra parcela de professores categoria F nem isso conseguiram, ficando com o que se chama de “aula de permanência”, ou seja, por serem estáveis e não serem mandados embora, ficam cumprindo um horário máximo de 9h/aulas, ganhando apenas por isso, um salário irrisório, até que surja (e se surgir) novas aulas para atribuírem. Tudo isso porque houveram mudanças nas resoluções pra atribuição de aulas em que professores: coordenadores e outros cargos estão tendo que voltar às salas de aulas, professores readaptados, mesmo com problemas de saúde, também estão tendo que retornas às salas de aula, a municipalização do ensino (vários alunos e ciclos escolares estão passando para a rede municipal de São Paulo). Mas acima de tudo, o massivo fechamento de salas de aula ao menos desde 2015.

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Como Alckmin não pode fechar diretamente as escolas (luta travada e ganha pelos secundaristas nas ocupações de 2015), todo ano ele vem fechando salas de aula. Por exemplo, só na zona norte, neste ano, a diretoria da Apeoesp revelou que foram fechadas 200 salas de aula, o que significa quatro escolas médias inteiras fechadas.
Se esses professores estáveis estão nessa situação, como será a atribuição dos professores categoria O que começa amanhã, na parte da tarde? Não terá aula para os categoria O. Na prática não são só os professores categoria O de 2014 desempregados (cumprindo quarentena), são também os estáveis da categoria F. Além disso, os professores categoria O não estão conseguindo pegar aulas nem como eventuais, inclusive.

Em 2015, para defender o fechamento das escolas, Alckmin alegava que a demanda havia diminuído, entretanto, sequer apresentava um levantamento contundente. Ainda que a demanda fosse menor, as escolas do Estado carecem de infraestrutura e de superlotação de salas, assim, a manutenção das escolas e salas de aula abertas poderia contribuir para melhorar a situação de estudo e trabalho, bem como repassar um valor maior às escolas para cada aluno matriculado. Mas a realidade é oposta. A cada ano fecham-se salas e a superlotação de alunos permanece e até se agravam, bem como os problemas de infraestrutura.
A cada ano tem sido pior as atribuições de aulas. É necessária a luta imediata dos professores, alunos e toda população pela reabertura das salas de aulas fechadas para que nenhum professor fique subempregado e nenhum aluno em péssimas condições de aprendizagem! Que a Apeoesp organize um ato massivo na da Secretaria de Educação contra o fechamento das salas nesta sexta!

foto Apu Gomes - 18.ago.2011/Folhapress




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