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Atropelando meio ambiente e indígenas, Bolsonaro prepara obras na região amazônica

Projetos semelhantes aos que Bolsonaro propõe já foram barrados por questões socioambientais. Atendendo aos interesses dos latifundiários, obras atravessarão áreas com reservas ambientais e terras indígenas.

terça-feira 12 de fevereiro| Edição do dia

O pacote de obras prevê a construção de uma hidroelétrica no Rio Trombetas, afluente do Amazonas, uma ponte sobre o Rio Amazonas e a continuação da BR-163 cortando o Pará indo até o Suriname. Segundo o governo, hidroelétrica é para abastecer a Zona Franca de Manaus, e a ponte e a rodovia seriam mais uma rota de escoamento dos produtos do agronegócio do centro-oeste. As informações são do jornal Estado de São Paulo.

Entretanto, as tentativas de se instalar uma usina no Rio Trombetas já fracassaram em outros governos por obstáculos socioambientais, assim como o projeto da rodovia, que tem em seu caminho grande área de floresta fechada, áreas de preservação ambiental de diversas reservas de povos originários.

O governo usa o argumento da soberania nacional para rebater as críticas aos projetos de destruição da amazônia e massacre de índios, dizendo que se trata de uma “pressão globalista” que parte de ONGs e setores da Igreja Católica. Também tenta justificar suas obras como se fossem destinadas a “integrar” a população isolada no norte do país. Na verdade, o maior propósito do governo é favorecer os grandes latifundiários milionários dando carta branca e ajudando em sua ofensiva contra a natureza e os povos indígenas.

Bolsonaro nunca deixou de dar mostras de que seria fiel ao agronegócio em sua cruzada em busca de lucro contra os povos indígenas e o meio ambiente, declarando que não demarcaria 1cm de terras indígenas ou subordinando a pasta do meio ambiente ao ministério da agricultura. Crítico das leis ambientais, sua política de lucro acima de tudo e ricos acima de todos nos promete mais crimes capitalistas como foram Mariana e Brumadinho, que já contabiliza centenas de mortes.

A barbárie que destroça vidas, florestas e cidades vai durar enquanto o capitalismo existir e o Estado for um balcão de negócios de capitalistas e latifundiários.




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