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JUSTIÇA RACISTA

Atos pela liberdade de Rafael Braga denunciam racismo da justiça burguesa

No día 1º de agosto, o julgamento do pedido de habeas corpus de Rafael Braga foi adiado e uma nova audiência está marcada para a próxima terça (08). Nesta segunda (07) manifestações contra a justiça racista exigiram em diversas cidades do país #LibertemRafaelBraga.

segunda-feira 7 de agosto| Edição do dia

Ativistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Sorocaba/SP, Viçosa/MG e Distrito Federal foram às ruas nesta segunda-feira exigir a liberdade de Rafael Braga. Na última terça (1º) o julgamento do pedido de habeas corpus dele foi adiado pois Luis Zveiter pediu vista dos autos, mantendo Rafael encarcerado.

Veja mais: Julgamento de Habeas Corpus de Rafael Braga é adiado e ele seguirá preso injustamente

O caso de Rafael, um jovem negro e pobre condenado injustamente pela justiça racista e burguesa, demonstra o papel da justiça e da polícia na sociedade capitalista. Ele foi preso pela primeira vez em meio às manifestações de junho de 2013 por portar produtos de limpeza, o que a polícia conseguiu transformar em "porte de material explosivo ou incendiário". Passou cinco meses na cadeia e chegou a ser condenado a 5 anos de prisão mas foi solto.

Em janeiro de 2016 Rafael Braga foi preso novamente pela UPP da Vila Cruzeiro, dessa vez por suposto porte de drogas e associação ao tráfico, em um flagrante forjado, quando ia da casa onde morava até uma padaria. No dia 20 de abril ele foi condenado a 11 anos de prisão.

Na semana passada, no dia do julgamento, a hastag #LiberdadeParaRafaelBraga foi a segunda mais comentada em todo o país. Os atos dessa segunda-feira denunciaram novamente o caráter racista e burguês da justiça. Isso também se reflete nos dados, que mostram que cerca de 60% da população carcerária brasileira, a 4ª maior do mundo, é formada por pessoas negras. Além disso, cerca de 40% dos presos jamais tiveram direito a um julgamento.

Enquanto Rafael Braga tem seu pedido de liberdade adiado, burgueses que compraram milhares de políticos e enriqueceram ilicitamente com o dinheiro público, como no caso de Joesley Batista e outros "delatores" da Lava Jato, cumprem "prisão domiciliar" em suas mansões, com a benção da justiça e da polícia, desfrutando de toda sua fortuna.

Veja também: Liberdade imediata para Rafael Braga




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