Política

MANIFESTAÇÕES DIA 1 DE ABRIL

Atos do Espaço Unidade de Ação tem eixo em Fora Todos e Eleições Gerais

Aconteceram hoje manifestações organizadas pelo Espaço Unidade de Ação onde as principais palavras de ordem eram "eleições gerais" e "fora todos". Em São Paulo houve um bloco organizado pelo SINTUSP que se delimitava do impeachment e do governo do PT.

sábado 2 de abril de 2016| Edição do dia

Em algumas capitais do país ocorreram hoje os atos organizados pelo “Espaço Unidade de Ação” e pela central sindical e popular CSP-Conlutas. Estas manifestações tinham como convocatória oficial “Contra Dilma-PT, Temer, Cunha, Renan-PMDB, Aécio e Alckmin-PSDB e todas alternativas da direita”, porém o conteúdo que se expressou nas manifestações da agitação das palavras de ordem de “fora todos” e “eleições gerais”.

Nestas manifestações não houve delimitação com o impeachment como uma das principais saídas da burguesia para a crise política e desferir maiores ataques à classe trabalhadora do que o governo Dilma e PT já fazem.

Em São Paulo a manifestação aconteceu na Avenida Paulista e teve expressiva participação do movimento de moradia Luta Popular que alcançava quase metade do contingente do ato e o restante dos manifestantes organizavam-se em colunas das organizações políticas, como o PSTU, PSOL, MRT e outras organizações como o Negação da Negação. Entre os coletivos de juventude e sindicais do PSOL na manifestação estavam o Unidos para Lutar, Juntos, Vamos à Luta, Domínio Público. Também esteve presente o MRT junto ao bloco organizado pelo SINTUSP.
As falas dos grupos políticos que levantam a consigna de “Fora Todos” e “Eleições Gerais” pouco expressaram a necessidade de organizar a luta contra os ajustes do governo do PT, separando esta luta de suas posições políticas (“fora todos” e “eleições gerais”).

Veja abaixo foto da faixa do bloco do SINTUSP

O bloco organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) era o único que se delimitava claramente da direita e do impeachment, o MRT compôs este bloco. Os trabalhadores desta universidade aprovaram em assembleia que seu eixo político neste ato era “Por um plano de luta contra o impeachment e contra os ataques do PT, por uma mobilização independente dos trabalhadores” chamando a central sindical a que são filiados, a CSP-Conlutas a que impulsione essa luta e que se dirija a CUT exigindo um imediato plano de lutas contra o impeachment e os ajustes do PT, como pode-se ver maiores detalhes nesta nota. Veja abaixo vídeo de Marcello Pablito, diretor do SINTUSP e dirigente do MRT expressando esta posição:

Marcello Pablito, trabalhador da USP e militante do MRT, intervindo no ato deste 1 de abril com a política adotada pela Assembleia dos Trabalhadores da USP, "Contra o impeachment e os ajustes do governo do PT". Diferente da politica da CSP Conlutas, que não tem posição clara contra o impeachment da direita. Uma alternativa independente que se delimita claramente do golpe institucional da direita e do PT, que abriu caminho à direita.

Publicado por Esquerda Diário em Sexta, 1 de abril de 2016

No Rio de Janeiro a manifestação aconteceu em frente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e reuniu militantes do PSTU, da CST e do MES, ambas correntes internas do PSOL. O ato também contou com a participação do movimento de moradia FIST. Se viam poucos professores estaduais em greve nesta manifestação. Os eixos políticos apresentados foram similares aos de São Paulo. Na manhã ocorreu uma manifestação de demitidos do COMPERJ no Museu do Amanhã.

Em Belo Horizonte a manifestação aconteceu na Praça Sete e contou com a participação do PSTU e as correntes MES e CST do PSOL, a manifestação também contou com a participação de ativistas de movimentos de moradia.

Em Porto Alegre a manifestação aconteceu na Esquina Democrática e teve a mesma composição de grupos políticos que nas outras capitais.

Também ocorreram manifestações em outras cidades como Teresina, Belém e Natal.

Os organizadores divulgaram que em São Paulo houve a participação de 5 mil pessoas e no Rio de Janeiro 500 pessoas. Não houve divulgação de números pela polícias militares destas cidades. Os organizadores não divulgaram, até o momento, números de manifestantes em outras cidades.

O Esquerda Diário calculou a presença de 800 pessoas em São Paulo, cerca de 300 em Porto Alegre, 170 no Rio de Janeiro e 90 em Belo Horizonte.




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