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ABAIXO A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS | Atos do 13J deveriam unificar trabalhadores e estudantes contra privatização dos Correios

No período recente, vem se escalando ainda mais a crise do governo Bolsonaro com as disputas entre militares e Congresso. Mas a verdade é que, mesmo diante de conflitos entre si, esses setores continuam unificados para passar os ataques contra a classe trabalhadora, a juventude, indígenas, mulheres, negros e LGBTQI+. Um exemplo disso é a privatização dos Correios, que, como se não bastasse, carrega consigo um brutal ataque de 0% de reajuste salarial para os ecetistas.

segunda-feira 12 de julho | Edição do dia

Foto: trabalhadores dos Correios em manifestação da greve do ano passado em Brasília

O modelo do projeto de lei da privatização dos Correios, diferentemente da já brutal privatização da Eletrobras, pretende vender 100% da estatal. Seja para beneficiar o dono da Amazon, seja para beneficiar a dona do Magazine Luiza, assim como os serviços de entrega da Uber Flash e afins, Bolsonaro, Guedes, Lira e os militares estão avançando juntos contra a classe trabalhadora e a população, em detrimento da chegada de serviços básicos, como remédios, que os trabalhadores dos Correios fazem chegar nas áreas de mais difícil acesso do país.

Diante desse cenário da corrida pela privatização que impõe o deputado Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, o general Floriano Peixoto, atual presidente dos Correios, faz avançar contra os ecetistas (trabalhadores da estatal) um brutal ataque salarial, com reajuste de 0% para a categoria. Seu argumento é de que a empresa tem problemas financeiros, o que é falso. A empresa teve o maior lucro em uma década no ano passado, o que se deu às custas de exploração da categoria, que vem sofrendo com a precarização em meio à pandemia.

Já no ano passado, a greve nacional dos Correios mostrou que existia um pacto entre todos os setores do regime político brasileiro, Bolsonaro, militares, o Congresso reacionário de Rodrigo Maia e o judiciário expresso pelo STF e TST: querem arrancar o couro da classe trabalhadora com a precarização do trabalho e avançar mais decisivamente com a privatização de uma das maiores estatais brasileiras para servir aos interesses privatistas internacionais, atacando também à população que utiliza esse importante serviço público.

Veja mais: Greve dos Correios: as lições da luta contra os ataques de Bolsonaro, militares e juízes

Trabalhadores, estudantes, que demonstramos nas ruas nosso descontentamento com no governo nas manifestações desde 29 de Maio, temos que nos colocar ombro a ombro com os ecetistas, em defesa de uma Correios 100% estatal, controlada pelos trabalhadores. No dia 13 será realizada uma manifestação em Brasília, às 10h30 da manhã, dos ecetistas contra a privatização e por seus salários. E estão sendo chamadas em diversos lugares do país manifestações contra Bolsonaro neste mesmo dia.

Nós, do Esquerda Diário, da juventude Faísca, do Nossa Classe, comporemos as manifestações contra Bolsonaro e Mourão, os militares, e seus ataques, contra as reformas, as privatizações, levantando também a luta em defesa dos Correios e seus trabalhadores. E é nesse sentido que fazemos um chamado ao conjunto da esquerda que convoca as manifestações desse 13J, como a Unidade Popular (UP) e o Juntos (juventude do MES, corrente do PSOL), que fazem parte da chamada Assembleia Povo na Rua, a também batalhar contra a privatização dos Correios, uma pauta que deveria ser parte do chamado dos atos. Isso porque é necessário unificar a juventude e os trabalhadores que saem às ruas contra o governo de Bolsonaro e Mourão com os ecetistas que enfrentam a privatização dos Correios, exigindo dos sindicatos da categoria que se somem às manifestações. Nas gestões de Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) e Centro Acadêmicos (CAs), sindicatos, que a esquerda compõe poderiam dar exemplo, convocando assembleias de base, em cada local de trabalho e estudo, para que cada estudante e trabalhador tenha direito a voz e voto, atuando contra a separação entre o descontentamento contra o governo e a batalha que precisamos dar para barrar os ataques.

A batalha contra essa separação é fundamental, visto que as grandes centrais sindicais, como a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, não estão sendo parte de convidar nacionalmente as manifestações do dia 13 de Julho, sendo que majoritariamente também dirigem o sindicato da categoria dos trabalhadores dos Correios. O interesse dessas centrais sindicais é manter dentro do controle as manifestações e que sejam espaçadas (enquanto isso, vemos ataques passarem entre elas), para não atrapalhar o cenário eleitoral de Lula 2022, que tanto já sinalizou para a privatização da Caixa, e que também, junto com Dilma (PT), teve que se enfrentar com greves dos ecetistas em seus anos de governo.

Não podemos aceitar essa política traidora, e é por isso que a classe trabalhadora, a juventude, indígenas, mulheres, negros e LGBTQI+ precisam se unificar com os trabalhadores dos Correios por uma Greve Geral para derrubar Bolsonaro e Mourão e impor uma nova Contituinte Livre e Soberana pela luta. Precisamos fazer com que sejam os capitalistas que paguem por essa crise.




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