Juventude

Atos contra a PEC 241 acontecem em diversas cidades do país

As manifestações contra a PEC 241 que ocorreram em diversas cidades do país demostram que a juventude tem disposição para lutar contra os ataques do governo golpista

Odete Cristina

São Paulo

terça-feira 18 de outubro| Edição do dia

Na noite de ontem ocorreram atos em três grandes capitais brasileiras contra a PEC do Teto dos Gastos, também chamada de PEC do fim do mundo. Com composição majoritariamente de juventude os atos mostraram que apesar dos interesses dos golpistas em passar todos os ataques, existem uma disposição de luta e resistência, principalmente entre a juventude que vem vendo seu futuro ser roubado e nesse caso congelado por 20 anos.

Em São Paulo, na noite dessa segunda o ato composto por alguns milhares de pessoas, em sua maioria jovens, se unificou com um outro ato formado por militantes do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) e seguiu em direção a Federação Nacional dos Bancos (FENABRAM), como forma de denunciar os interesses dos grandes banqueiros em aprovar a PEC 241 e todo ajuste fiscal.

Concentração do ato em São Paulo, em frente ao MASP na Avenida Paulista

Ao mesmo tempo em Belo Horizonte, centenas de pessoas se manifestavam em ato pelas ruas da cidade. No Rio de Janeiro, o maior de todos os atos da noite contou com a presença vários milhares de pessoas, em meio cenário do segundo turno das eleições efoi duramente reprimido pela polícia que lançou grande quantidade de gás lacrimogênio contra os manifestantes. Nessa terça pela manhã foi a vez da juventude de Campinas realizar um novo ato contra os ataques do governo golpista e a sua PEC do fim do mundo.

Ato em Campinas, contra a PEC 241

Façamos como o Paraná

Em todos os atos foi notório a presença da juventude, que desde junho de 2013 vem demostrando sua vontade de lutar e se organizar contra os ataques promovidos pelos distintos governos. Depois da consolidação do golpe institucional essa PEC constitui o primeiro dos grandes ataques da agenda do governo golpista de Temer e vem sendo tratada como uma prioridade, por meio dela que os golpistas pretendem aumentar ainda a descontar os custos da crise sobre as costas dos trabalhadores e da juventude. Protegendo dessa forma seus lucros e interesses, enquanto a população sobre com o ajuste fiscal e os cortes na saúde e educação.

Mas a disposição de lutar contra esses ataques vem se mostrando nos atos que acontecem em todos país, mas principalmente no Paraná com as mais de 600 escolas ocupadas e a juventude mostrando que o caminho para barrar os ataques só pode ser por meio de se organizar para lutar. O exemplo que vem do Paraná é muito importante é preciso que em todo o país as grandes entidades estudantis como a UNE e a UBES rompam com sua paralisia e subordinação a falida política de conciliação de classes do PT e começam a organizar efetivamente pela base ações de resistência contra os ataques dos governos.

É fundamental que a juventude se unifique com a classe trabalhadora numa forte luta em defesa do nosso futuro e nossos direitos, em meio a uma das maiores crises desse falido sistema capitalista. É desde essa perspectiva que nós da Faísca – Juventude Anticapitalista e Revolucionária e do MRT participamos dos atos pelo país e também fomos ao Paraná prestar nossa solidariedade ativa as centenas de ocupações e a luta que os jovens desse estado vem protagonizando.

Militantes da Faísca juntamente com a ex-candidata a vereadora do MRT pelo PSOL, Diana Assunção, em ato contra a PEC em São Paulo




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