Gênero e sexualidade

RACISMO E HOMOFOBIA

Ator de série estadunidense sofre ataque racista e homofóbico de apoiadores de Trump

Jussie Smollett, ator da série norte-americana "Empire" sofreu uma fratura na costela após ataque racista e homofóbico em Chicago. Os agressores, utilizando mascaras, após cometerem a agressão, gritaram o slogan de Donald Trump: "Faça a América grande novamente".

quarta-feira 30 de janeiro| Edição do dia

O ator Jussie Smollett, da série norte-americana "Empire", foi levado às pressas ao hospital após ser vítima de um ataque homofóbico e racista. O ator, que interpreta o personagem Jamal Lyon na série, teve uma costela fraturada e recebeu alta na manhã desta terça-feira (29), segundo o site TMZ.

A violência de cunho racista e homofóbico cometida contra Smollett, ocorreu quando o ator saia de uma lanchonete de madrugada em Chicago, onde é gravada a série, quando foi abordado por dois homens brancos que usavam máscaras de esqui. Os agressores gritaram: "Você não é aquele preto viado de ’Empire’?"

Após a abordagem violenta, os homens espancaram e jogaram alvejante no ator, além de colocarem uma corda em seu pescoço. Enquanto iam embora, ainda fizeram menção ao slogan do ultra-reacionário presidente Donald Trump: "Make America Great Again" (Faça a América grande novamente"), em um evidente apoio às políticas racistas, homofóbicas que o presidente estadunidense levantou diversas vezes.

Casos como esse escancaram uma realidade de ódio aos negros e LGBTs, constantemente alimentada pelo governo de Trump e seus aliados, como seu vice, Mike Pence, que já comparou casais do mesmo sexo a "colapso social". Mike Pence também foi protagonista de um ataque à setores oprimidos quando ocupava o cargo de governador de Indiana, onde sancionou uma "lei de liberdade religiosa", que permitia a donos de estabelecimentos negassem atendimento à gays por motivos de “fé maior”, num descarado ataque reacionário e conservador, de caráter extremamente homofóbico.


Jussie se declarou homossexual em 2015 e declara receber ameaças de morte racistas e homofóbicas

Jussie Smollett vinha recebendo ameaças há alguns dias, culminando então neste ataque violento de apoiadores de Donald Trump. Além de interpretar um personagem gay na série, Smollet declarou ser homossexual em 2015. Não é a primeira vez nos últimos anos que o país é palco de levante da extrema-direita racista, xenófoba, LGBTfóbica e machista: em 2017, as ruas de Charlottesville foram tomadas por um ato retomando até mesmo a Kun Klux Klan, que perseguiu e assassinou negros. Na época, Donald Trump demagogicamente se posicionou contra "protestos violentos", entretanto, culpou militantes de esquerda pelo levante reacionário.

Não podemos nos intimidar diante desses ataques da extrema-direita, que por via de Trump nos EUA e Bolsonaro no Brasil, se moralizam contra militantes de esquerda, mulheres, negros, LGBTs e indígenas: é preciso construir uma força real nas ruas, capaz de combater os ataques de governos reacionários aos setores oprimidos e a toda classe trabalhadora.




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