Sociedade

Ator Carlos Vereza, é mais um da direita ensandecida a atacar Marielle: "cadáver fabricado"

O ator global Carlos Vereza, em entrevista ao jornal O Povo, deu diversas declarações que ilustram o pior das sandices propagadas pela direita. Pregando contra o MST e a esquerda, taxando o grupo de "terorista", disparou: "Marielle é um cadáver fabricado por eles...".

segunda-feira 16 de abril| Edição do dia

Pouco antes do golpe contra Dilma e do golpe institucional, ele já destilava todo seu rancor, conceitos de direita e pré-conceitos contra as mulheres, negros, LGBT’s e os pobres.

Em entrevista ao jornal O Povo se mostrou um mentecapto de marca maior, talvez porque não consegue se despir dos papéis de senhor de engenhos, de policial e até de político direitista. Confuso mentalmente, até mesmo se autoproclamando médium, mas sem ter noção do que um médium de verdade faz e como trata sua mediunidade.

Dentre os vários momentos delirantes, um dos que causou maior repercussão foi no trecho da entrevista em que pregava contra à "esquerda radical sectária", atacando nominalmente o Movimento dos Sem Terras (MST) que taxou de "terrorista", e dizendo que "Marielle é um cadáver fabricado por eles", relativizando a morte da vereadora, evidentemente assassinada em um crime estatal, em que passado mais de um mês as investigações ainda não chegaram a lugar nenhum.

Seria possível citar vários outros trechos da entrevista, concedida pouco antes de se apresentar no Cineteatro São Luis, com a peça, Iscariotes: A Outra Face. Carlos Vereza, ex-membro do Partido Comunista, hoje se posiciona à direita e apoia o governo golpista de Temer, que diz ter tirado o país da lama, recuperando a economia e batendo recordes históricos. O ator fez críticas ao PT e a vários partidos da ordem, mas poupou o MDB, dizendo que o "FORA TEMER" é choro de povo que não enxerga os fatos e dessa esquerda que não sabe o que quer, fez críticas absurdas às comunidades LGBT’s, onde dá exemplos como "você é homem", se dirigindo ao repórter "e ela é mulher", a fotógrafa Tatiane Fortes, “É um absurdo você dizer que sexo é uma construção cultural. Então você começa a atacar biologia, começa a atacar os códigos genéticos, que é XX e XY".

Num momento da entrevista, o "médium" Carlos Vereza, chega a atacar inclusive o jornalista, chamado-o de petista, como foi negado pelo repórter, ele diz que o mesmo é de esquerda, pois sua áurea estava piscando em desespero a cada palavra que Vereza soltava.

As sandices pronunciadas pelo ator são representativas de parte do discurso de direita, que passado pouco tempo da morte da vereadora não se constrangeu de se enveredar numa vergonhosa campanha difamatória contra sua reputação; além de dar conta também de todo o reacionarismo e o preconceito do discurso desses setores, que pregam ódio contra os movimentos sociais e o movimento LGBT, querendo censurar toda discussão em torno das questões de gênero e sexualidade.




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