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METROVIÁRIOS

Ato pela reintegração dos 37 metroviários lembra 2 anos das demissões políticas

Foi realizado no dia 09 de junho, na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, um ato pela reintegração dos 37 metroviários demitidos na greve de 2014 e também para relembrar 2 anos da demissão política destes trabalhadores por Geraldo Alckmin. Representantes de centrais sindicais como CUT, CTB, CGTB, Intersindical e CSP-Conlutas fizeram-se presentes. Também presente estava o juiz do trabalho Jorge Luiz Souto Maior e Diana Assunção, trabalhadora da faculdade de Educação da USP e diretora do SINTUSP (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

quarta-feira 15 de junho de 2016| Edição do dia

Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, abriu o ato-debate relembrando fatos que antecederam os 5 dias de paralisação da categoria, como os atos realizados pelos funcionários da manutenção e da segurança na praça da Sé, assim como a caminhada pelas ruas do centro da cidade em plena madrugada fria, com tochas, para ganhar visibilidade da grande mídia. Também lembrou das enquetes feitas pelos programas sensacionalistas como “Cidade Alerta”, de Datena, que questionavam a legitimidade da greve, já em curso naquele momento, e que quando ganhou amplo apoio da população, foi retirada do ar, assim como já tinha acontecido quando das manifestações de junho de 2013.

O juiz do trabalho Souto Maior disse que a demissão dos 37 companheiros metroviários é um ato grave e ilegítimo que tira não somente o sustento financeiro de 37 famílias, como retira a dignidade destes trabalhadores. Comparou o ato da demissão como alguém que rouba uma sacola de pertences e mantimentos, saindo de um supermercado, por parte do governador do Estado Geraldo Alckmin, que pessoalmente ligou para o então Secretário dos Transportes Metropolitano de São Paulo na época Jurandir Fernandes, exigindo as demissões pois teria que haver condições necessárias para a realização do jogo de abertura da Copa do Mundo e uma greve do Metrô há 4 dias poderia colocar um risco muito grande à FIFA e aos patrocinadores do Mundial.

Diana Assunção, diretora do SINTUSP, rememorou que no mesmo momento em que os metroviários deflagravam a greve em 2014, os trabalhadores da USP já estavam há dias mobilizados e paralisados o quê não impediu de enviarem comissões de funcionários para os piquetes e atos dos metroviários, mostrando toda solidariedade ativa entre a classe trabalhadora. Veja abaixo na íntegra a fala de Diana:
https://www.youtube.com/watch?v=-EZzf5JlfUo&feature=youtu.be




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