AMAZÔNIA

Ato em defesa da Amazônia ocupa a Esplanada dos Ministérios em Brasília

Manifestantes percorreram o Eixo Monumental para protestar contra a política irresponsável de devastação ambiental de Bolsonaro e de seu ministro Ricardo Salles.

sábado 24 de agosto| Edição do dia

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em mais uma resposta à política ambiental criminosa adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, milhares de manifestantes concentraram-se na tarde dessa sexta-feira,23, na rodoviária do Plano Piloto e marcharam pelo Eixo Monumental até o prédio do Ministério do Meio Ambiente. Devido ao ato, o transito na região da Esplanada foi interrompido e os servidores do ministério foram liberados mais cedo.

Entre os manifestantes destaca-se a presença da juventude, que somou-se com indígenas, servidores federais ligados a área do Meio Ambiente e ambientalistas para repudiar Bolsonaro e o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que entraram em uma cruzada para devastar o meio ambiente brasileiro.

Bolsanaro e Salles sucatearam os órgão de fiscalização ambiental como o Ibama, diminuíram ou extinguiram as multas ao agronegócio que devasta a natureza, criminalizaram os movimentos por redistribuição de terras e ainda estão atacando as poucas áreas indígenas demarcadas, tudo para beneficiar o agronegócio e seus latifundiários, que fingem se importar com o meio ambiente apenas para não ver suas exportações prejudicadas mas destroem as florestas e matas sempre que tem a oportunidade.

Com o governo Bolsonaro incentivando a destruição, os ruralistas latifundiários tiveram a ousadia criminosa de convocar um “dia do fogo” no início desse mês, para aproveitar o apoio de Bolsonaro e conseguir ampliar ao máximo seus já gigantescos latifúndios, tudo a custa de áreas de natureza intocadas e das populações locais.

É esperado que tamanho desastre chamasse a atenção do mundo inteiro, como de fato ocorreu, com as notícias sobre a Amazônia tomando as capas dos principais jornais do mundo e atos em dezenas de cidades pelo mundo. Isso também atraiu a atenção dos chefes de estado dos principais países imperialistas, como França e Alemanha, que utilizam sua demagogia tanto para ganhar pontos em seu cenário doméstico posando de “ambientalistas”, como para capitalizar a revolta das pessoas contra a política insana de Bolsonaro para interferirem nos rumos da Amazônia.

A expressão maior disso é o chamado do presidente da França, Emmanuel Macron, para que o G7, o grupo que reúne as maiores e mais antigas nações imperialistas do planeta, discuta e tome ações sobre a amazônia brasileira. Tudo isso em uma reunião que o brasil sequer poderá participar.

Nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), que impulsiona a Juventude Faísca e o Quilombo Vermelho, consideramos que a batalha contra o desmatamento na Amazônia e a conservação das florestas, é indissociável de uma luta anticapitalista e precisa manter independência de classes, sem se aliar com nenhum bando burguês, seja ele a burguesia nacional de extrema direita ou o imperialismo de Macron, que almeja decidir o que acontece no Brasil. Você pode conferir nosso editorial sobre a crise ambiental clicando aqui.




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